FormigaMG
70.668 habitantes · IBGE 3126109
Resumo socioambiental
Formiga/MG apresenta cobertura de água em 98,3% (2022), bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 84. A coleta de esgoto também é sólida, com 96,0% (2021), superior à mediana do país (87,8%) e à de Minas Gerais (85,0%), embora tenha recuado 3,4% desde o pico observado na série histórica. O ponto crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% ao longo de toda a série (2008–2022), enquanto a mediana nacional chega a 37,7% e a mineira a 44,5% — ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que compromete os corpos hídricos locais mesmo com boa cobertura de coleta. Some-se a isso a perda de água de 41,6% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando ineficiência operacional na distribuição que contrasta com os bons indicadores de cobertura.
Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: o destino inadequado de domicílios caiu de 8,1% (2010) para 3,7% (2022), redução de 54,5%, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da mineira (7,4%). A coleta domiciliar atinge 91,8% (2022), também superior às referências nacional e estadual. Contudo, a infraestrutura de destinação final é limitada, com apenas 1 unidade licenciada (2025), no mesmo patamar da mediana nacional, mas muito aquém das 135 unidades registradas em Minas Gerais.
O perfil de emissões é o aspecto mais preocupante do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 716.078 tCO₂e em 2024, com alta de 7,4% no ano e percentil 86 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 16,6% no último ano, atingindo 349.152 tCO₂e (percentil 94), e as de resíduos somaram 36.439 tCO₂e (percentil 91), reforçando a relação entre a ausência de tratamento de esgoto, a gestão de resíduos e a pressão sobre o balanço de emissões municipal. Em contrapartida, a matriz energética local é discreta, com potência hidráulica estagnada em 352 kW desde 2010 e biomassa em 552 kW, ambas com participação marginal frente aos parques estaduais.
Em síntese, Formiga combina indicadores de acesso a saneamento e resíduos superiores à média nacional e estadual, mas enfrenta dois gargalos estruturais que exigem atenção prioritária dos gestores: a ausência total de tratamento de esgoto, que anula parte dos ganhos da boa cobertura de coleta, e o alto volume de emissões de GEE, sobretudo de energia, que coloca o município em posição de destaque negativo mesmo comparado a cidades de porte semelhante.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
904 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
352 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
716.078 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
36.439 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
349.152 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
