Formosa do SulSC

2.743 habitantes · IBGE 4205431

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Resumo socioambiental

Formosa do Sul apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para a deterioração significativa do saneamento básico. A cobertura de água atingiu 58,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 28 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 20,5% em 2008 para 50,8% em 2022 — variação de +147,9% — superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (34,6%), e colocando o município no percentil 85 (entre os piores do Brasil nesse indicador). Esse quadro sugere ineficiência crescente na rede de abastecimento, com perdas físicas ou de gestão que comprometem a eficácia dos investimentos em água.

O cenário de coleta de resíduos é ainda mais crítico: os domicílios atendidos por coleta caíram de 86,8% em 2010 para apenas 29,8% em 2022, retração de -65,7%, situando o município no percentil 3 nacional — um dos piores índices do país e muito aquém da mediana (76,9%) e da UF (89,7%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos permanece estável em torno de 13,2% (2022), ligeiramente melhor que a mediana nacional (14,9%), mas muito pior que Santa Catarina (3,2%). A queda abrupta na coleta domiciliar, sem piora proporcional no destino inadequado, indica possível mudança metodológica de registro censitário ou reorganização do serviço, mas alerta para risco de disposição informal não capturada pelo indicador de destino final.

Do ponto de vista climático, o município mostra trajetória favorável nas emissões totais de GEE, que caíram de 80.700 tCO₂e (2020) para 46.191 tCO₂e em 2024, redução de -28,8% frente a 2010, mantendo-se abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 19. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +17,9% no período (2.577 tCO₂e em 2024), movimento contrário à tendência geral e coerente com a fragilidade observada na coleta domiciliar — ou seja, a queda no atendimento à coleta pode estar pressionando a geração de emissões por manejo inadequado de resíduos. As emissões de energia também subiram (+9,5%), embora em patamar baixo comparado ao Brasil.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos (base 2016, dado único disponível) mostram ausência de cheias registradas, mas 5 ocorrências de seca observada, acima da mediana nacional (0) e abaixo do total da UF (857). Combinados, os indicadores apontam para um município com desempenho ambiental aceitável em emissões totais, mas com vulnerabilidade estrutural relevante em saneamento — tanto em abastecimento de água quanto em coleta de resíduos — que demanda investimento prioritário em infraestrutura e modernização da gestão dos serviços públicos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.1%

2024

21
7.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.4%

2024

22
99.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

29.8%

2022

3
65.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.2%

2022

54
0.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

46.191 tCO₂e

2024

81
28.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.577 tCO₂e

2024

80
17.9% no período

Emissões de energia

SEEG

4.323 tCO₂e

2024

82
9.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.