ForquetinhaRS
2.441 habitantes · IBGE 4308433
Resumo socioambiental
Forquetinha/RS apresenta situação estruturalmente positiva no saneamento básico, com cobertura de água de 100,0% em 2022, resultado superior à mediana nacional (76,5%) e à média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 100. A perda de água no sistema de distribuição também evoluiu favoravelmente, caindo de 28,6% (2021) para 16,7% em 2022 — queda de 39,8% no último ano e nível bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), indicando gestão eficiente da rede apesar da oscilação histórica da série (que chegou a 63,7% em 2013).
O manejo de resíduos sólidos mostra trajetória de forte melhora estrutural: o destino inadequado de dejetos caiu de 35,2% (2010) para 2,8% (2022), variação de -92,0%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo do patamar da UF (4,5%). Por outro lado, a coleta domiciliar de resíduos, embora tenha avançado de 64,8% para 71,5% no mesmo período, ainda está abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), no percentil 41 — um ponto de atenção, já que a persistência de emissões de resíduos (1.667 tCO₂e em 2024, alta de 18,8% ante 2010) sugere que parte dos dejetos ainda não é tratada adequadamente, mesmo com o baixo índice de destinação inadequada.
Em emissões de GEE, o município registra desempenho comparativamente muito favorável: 10.827 tCO₂e em 2024, queda de 75,9% desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 5 da distribuição. As emissões de energia também recuaram significativamente (-43,8%, para 1.518 tCO₂e), reforçando a tendência de descarbonização local. Os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 (2 cheias e 3 secas) situam o município acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), embora abaixo dos totais absolutos da UF — dado que merece monitoramento contínuo, especialmente diante da limitação de dados mais recentes sobre extremos climáticos.
Em síntese, Forquetinha combina infraestrutura de água e destinação de resíduos em nível de excelência, com trajetória consistente de redução de emissões, mas deve priorizar a ampliação da cobertura de coleta domiciliar de resíduos e o acompanhamento de eventos climáticos extremos para consolidar sua posição socioambiental favorável.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
27.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
10.827 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.667 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.518 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
