ForquilhinhaSC

33.929 habitantes · IBGE 4205456

IA

Resumo socioambiental

Forquilhinha apresenta em 2024 cobertura de água de 88,6%, acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 75, mas em queda de -4,6% frente a anos anteriores em que o município operou com cobertura plena (100% entre 2016 e 2021). A perda de água na distribuição, de 20,4%, também está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), indicando gestão relativamente eficiente da rede, embora a série mostre oscilação recente (alta para 34,5% em 2023 e recuo em 2024), sugerindo instabilidade operacional que merece monitoramento.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta atinge apenas 19,3% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (42,3%), posicionando Forquilhinha no percentil 14 — entre os piores do país nesse quesito. O tratamento, de 23,8%, também fica abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (37,3%), apesar de ter crescido significativamente desde 2018 (+420,4%). Chama atenção que o tratamento supere a coleta em pontos percentuais ao longo da série, o que pode indicar tratamento de esgoto captado por soluções individuais ou inconsistências na medição informada ao SNIS. Em contrapartida, os dados do Censo IBGE mostram que 93,2% dos domicílios têm coleta de resíduos sólidos (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e apenas 1,8% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, contra 14,9% no Brasil — um resultado muito positivo, mas que contrasta com a única unidade de destinação registrada no CTF-APP/IBAMA, número estável desde 2012 e igual à mediana nacional, porém muito inferior à média de 58 unidades no estado.

O quadro de emissões é o dado mais preocupante do dossiê. As emissões totais de GEE saltaram de 233.551 tCO₂e em 2023 para 591.955 tCO₂e em 2024, alta de 236,1% em relação a 2010, colocando o município no percentil 83 nacional. O salto é puxado majoritariamente pelo setor de energia, que saiu de 68.712 tCO₂e em 2023 para 423.499 tCO₂e em 2024 (+823,1% desde 2010), no percentil 95 — o segmento mais crítico do perfil de emissões municipal. As emissões de resíduos também cresceram de forma consistente, atingindo 13.957 tCO₂e em 2024 (+57,4% desde 2010, percentil 75), movimento coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e possíveis lacunas na destinação final de resíduos sólidos, apesar do bom desempenho formal nos indicadores do Censo.

Por fim, os registros de eventos extremos (cheias e seca, ambos de 2016) mostram Forquilhinha com valores absolutos baixos (7 e 2 ocorrências, respectivamente) frente aos totais estaduais (1.062 e 857), mas os dados estão desatualizados, o que limita a leitura do risco hidroclimático atual. Em síntese, o município combina bons indicadores de acesso à água e gestão de resíduos domiciliares com fragilidades estruturais em esgotamento sanitário e uma trajetória de emiss

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.6%

2024

75
4.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

19.3%

2024

14
23.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

23.8%

2024

44
420.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.4%

2024

74
40.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.2%

2022

86
1.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.8%

2022

90
67.4% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

591.955 tCO₂e

2024

17
236.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.957 tCO₂e

2024

25
57.4% no período

Emissões de energia

SEEG

423.499 tCO₂e

2024

5
823.1% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.