Fortaleza dos ValosRS
4.569 habitantes · IBGE 4308458
Resumo socioambiental
Fortaleza dos Valos apresenta cobertura de água de 62,1% em 2022, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 33. Chama atenção o recuo de 65,4% (patamar estável entre 2016 e 2021) para 62,1% em 2022, revertendo parte do avanço anterior. As perdas de água, embora tenham caído -2,7% no último ano, seguem elevadas em 26,9%, ainda que ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%); a série mostra grande oscilação, com mínimas em 2014 (9,0%) e picos em 2019 (37,4%), sugerindo instabilidade operacional no sistema de abastecimento.
No saneamento domiciliar, a cobertura de coleta de resíduos avançou para 81,9% em 2022 (+8,0% frente a 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e aproximando-se da UF (82,7%), no percentil 60. O destino inadequado de resíduos caiu expressivamente, de 24,1% em 2010 para 10,9% em 2022 (-55,0%), abaixo da mediana nacional (14,9%), mas ainda distante do patamar gaúcho (4,5%). Essa melhora na gestão de resíduos é coerente com o comportamento das emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 3.056 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 25, indicando desempenho relativamente favorável nessa frente.
O quadro de emissões totais de GEE, no entanto, merece atenção: o município atingiu 139.749 tCO₂e em 2024, alta de 12,1% em relação a 2023 e próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50). O principal vetor dessa alta foi o setor de energia, cujas emissões saltaram de 16.432 tCO₂e (2023) para 46.410 tCO₂e (2024), variação de +333,5% em relação a 2010 e percentil 68, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse crescimento abrupto e recente no setor energético contrasta com a estabilidade histórica observada até 2022 e merece investigação sobre suas causas, especialmente diante da fragilidade ainda presente no abastecimento de água.
Quanto a eventos hidrológicos, os dados disponíveis (2016) registram ausência de cheias e 6 registros de seca observada, sem série histórica recente que permita avaliar tendência. Recomenda-se atualização desses indicadores para embasar decisões futuras, especialmente considerando a queda na cobertura de água e o aumento expressivo das emissões energéticas como pontos prioritários de monitoramento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
139.749 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.056 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
46.410 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
