FraiburgoSC
34.148 habitantes · IBGE 4205506
Resumo socioambiental
Fraiburgo/SC apresenta o quadro de saneamento como principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 88,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 67, mas ainda abaixo do patamar médio de Santa Catarina (90,1%). O problema mais crítico está no esgotamento sanitário: apenas 14,1% dos domicílios têm coleta (2021), muito distante da mediana brasileira (87,8%) e mesmo da média estadual (43,6%), posicionando o município no percentil 9 — entre os piores do país nesse indicador. Chama atenção que a coleta de esgoto caiu de 16,3% (2020) para 14,1% (2021), um retrocesso que contrasta com a existência de 6 ETEs no município (2020), número superior à mediana nacional (1 unidade, percentil 97), sugerindo capacidade instalada subutilizada frente à baixa cobertura de coleta.
O tratamento de esgoto, de 11,7% (2022), também fica aquém da mediana nacional (37,7%) e da média catarinense (39,7%), apesar de ter mais que dobrado desde 2010 (+118,4% no período). Outro ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que chegou a 43,9% em 2022, patamar pior que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (34,6%), colocando Fraiburgo no percentil 77 (quanto maior, pior) — um indicativo de ineficiência operacional que pode comprometer a sustentabilidade do abastecimento mesmo com boa cobertura de água. Em contrapartida, os indicadores do Censo mostram melhora: o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 10,8% (2010) para 7,1% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior à média de SC (3,2%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 218.543 tCO₂e em 2024, com queda expressiva de 22,7% frente ao ano anterior, mas o valor permanece muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 63. As emissões de energia (99.694 tCO₂e) e de resíduos (13.148 tCO₂e) também superam consideravelmente as medianas nacionais, esta última em trajetória de alta constante (+36,4% desde 2010) — movimento coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos, ainda que em queda. A matriz energética local é modesta, com 3 MW de potência hidráulica e 5 MW de biomassa, ambos estáveis há a década, sem sinalizar expansão relevante em fontes renováveis.
Em síntese, Fraiburgo evoluiu no acesso à água e na redução de destinação inadequada de resíduos, mas enfrenta déficit estrutural grave em coleta e tratamento de esgoto, perdas elevadas na rede de distribuição e emissões de GEE acima da mediana nacional. A combinação de baixa cobertura de esgoto com infraestrutura de ETEs relativamente robusta indica necessidade prioritária de investimento em redes coletoras, o que tende a reduzir tanto as emissões de resíduos quanto os riscos sanitários associados ao déficit histórico de saneamento do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
11.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
10.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
6
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
48.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
218.543 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.148 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
99.694 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
