FrancinópolisPI
4.517 habitantes · IBGE 2204006
Resumo socioambiental
Francinópolis apresenta cobertura de água de 76,8% em 2022, praticamente empatada com a mediana nacional (76,5%) e acima do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 50 do país. Houve avanço expressivo desde 2008 (56,4%), com pico de 81,5% em 2020 e leve recuo nos dois anos seguintes. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é de 44,1% em 2022, valor muito superior à mediana nacional (29,9%), embora ligeiramente abaixo da média estadual (46,4%), colocando o município no percentil 77 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação indica que o esforço de ampliação da rede não foi acompanhado de eficiência operacional equivalente, o que compromete parte do ganho de cobertura.
No saneamento de esgoto, o quadro é preocupante: apenas 74,9% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e 23,5% ainda têm destino inadequado, quase o dobro da mediana do país (14,9%), situando o município no percentil 65 entre os piores. Apesar da melhora desde 2010 (32,4% de destino inadequado), o déficit ainda é estrutural e ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.850 tCO₂e (2010) para 2.794 tCO₂e em 2024, alta de 51%. Ainda assim, esse volume é bem inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional do município.
As emissões totais de GEE somaram 73.392 tCO₂e em 2024, com aumento de 179,6% desde 2010, mas oscilação intensa ao longo da série (picos em 2012 e 2016). Mesmo assim, o valor fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 31. As emissões de energia são residuais (1.525 tCO₂e, percentil 4), indicando que a matriz de emissões do município é dominada por outros setores, provavelmente mudança de uso da terra e agropecuária, não detalhados neste dossiê.
Em relação a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, enquanto a seca observada registrou 7 ocorrências no mesmo ano, no percentil 81 do Piauí — sinal de vulnerabilidade à estiagem que reforça a importância de reduzir perdas de água e ampliar a eficiência do sistema de abastecimento, dado o contexto de escassez hídrica já registrado.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.3%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
53.4%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
73.392 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.794 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.525 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
