Francisco DantasRN
2.763 habitantes · IBGE 2403905
Resumo socioambiental
Francisco Dantas/RN apresenta em 2024 cobertura de água de 62,3%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do RN (75,1%), posicionando o município no percentil 35 do país. Mais preocupante é o índice de perda de água, que atingiu 68,5% em 2024 — patamar muito superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (40,7%), colocando o município no percentil 94, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra oscilações fortes, com queda abrupta em 2016 (provavelmente falha de registro) e recuperação parcial depois, mas a perda de água voltou a crescer nos últimos três anos, o que compromete a eficiência da distribuição e pressiona a sustentabilidade do sistema.
No saneamento domiciliar, a coleta de resíduos alcançou 68,4% em 2022, com evolução de +6,1 pontos desde 2010, mas ainda inferior à mediana nacional (76,9%) e ao RN (86,4%). O destino inadequado de dejetos caiu de 35,6% para 27,9% no mesmo período — avanço relevante de -21,6% —, porém o município permanece no percentil 71, com taxa quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e três vezes a do RN (9,3%). Essa lacuna em saneamento básico ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram de forma constante e atingiram 1.568 tCO₂e em 2024 (+17,4% no período), refletindo a persistência de disposição inadequada mesmo com a melhoria proporcional.
Em termos de emissões totais de GEE, o município soma 12.145 tCO₂e em 2024, valor muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e irrisório frente ao total estadual, situando-se no percentil 5 — ou seja, entre os menores emissores do país. Chama atenção, porém, o salto nas emissões de energia, que passaram de 367 tCO₂e (2010) para 1.579 tCO₂e em 2024, alta de 330,7%, sinalizando maior consumo energético local, ainda que em escala absoluta pequena.
Os registros hidrológicos disponíveis (2016) indicam ausência de cheias, mas 7 registros de seca observada, evidenciando maior vulnerabilidade à escassez hídrica do que a inundações — cenário compatível com o semiárido potiguar e que reforça a urgência de reduzir as perdas no sistema de abastecimento, hoje o principal ponto crítico da gestão socioambiental do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
68.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
12.145 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.568 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.579 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
