Francisco DumontMG

4.564 habitantes · IBGE 3126604

IA

Resumo socioambiental

Francisco Dumont/MG apresenta quadro de saneamento básico defasado em relação ao Brasil e a Minas Gerais, embora com trajetória de melhora em quase todos os indicadores desde 2008. A cobertura de água atingiu 65,3% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), posicionando o município no percentil 36. A coleta de esgoto, de 38,6% em 2021, cresceu 161,1% desde 2008, mas permanece bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e mineira (85,0%), com percentil 21 — um dos pontos mais críticos do dossiê. O tratamento de esgoto, por sua vez, alcançou 25,5% em 2022, com evolução expressiva desde 2008 (+2.702,2%), porém ainda inferior à mediana nacional (37,7%) e à UF (44,5%), refletindo a operação de apenas 1 ETE no município, no limiar da mediana nacional (1 unidade) mas muito distante do parque de tratamento mineiro (399 unidades).

A perda de água na distribuição, de 31,9% em 2022, reduziu-se 26,5% desde 2008, mas voltou a subir nos últimos dois anos e já supera a mediana nacional (29,9%), embora ainda esteja abaixo da média estadual (35,0%). Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos chegou a 62,4% em 2022 (percentil 29), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído significativamente desde 2010 (de 49,5% para 23,4%), continua superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), indicando que o avanço no manejo de resíduos ainda não equiparou o município aos padrões estaduais.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 149.829 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 69,2% desde 2010, situando o município próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52). As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e destino inadequado ainda relevante, cresceram 45,4% no período, atingindo 2.853 tCO₂e em 2024 — porém abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia dispararam 792,5% desde 2010, alcançando 27.605 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando maior intensidade energética recente que merece monitoramento.

Em eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada registrou 15 ocorrências no mesmo ano, valor superior à mediana nacional (0) e que reforça a vulnerabilidade hídrica do município, tema conectado às perdas de água ainda elevadas e à cobertura de abastecimento incompleta. O conjunto dos indicadores aponta para avanços consistentes em saneamento nas últimas décadas, mas que ainda não superaram os patamares médios do estado e do país, exigindo continuidade dos investimentos, sobretudo em coleta e tratamento de esgoto e no controle de perdas de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.4%

2024

50
18.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

34.8%

2024

26
92.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.7%

2024

45
39.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.6%

2024

62
40.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.4%

2022

29
23.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.4%

2022

35
52.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

149.829 tCO₂e

2024

48
69.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.853 tCO₂e

2024

77
45.4% no período

Emissões de energia

SEEG

27.605 tCO₂e

2024

42
792.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.