Francisco SantosPI
8.366 habitantes · IBGE 2204204
Resumo socioambiental
Francisco Santos/PI apresenta indicadores de saneamento significativamente abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 50,2% em 2022 — bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 20. Apesar do avanço de +22,6% desde 2008, houve retração frente ao pico de 56,1% em 2020. Mais grave é a perda de água, que chegou a 44,5% em 2022 (percentil 78, ou seja, entre as piores perdas do país), indicando que quase metade da água tratada não chega ao consumidor — um problema que compromete a eficiência dos investimentos em ampliação de cobertura.
O quadro de esgotamento sanitário é igualmente preocupante: apenas 52,0% dos domicílios têm coleta (percentil 17, estagnado desde 2010), enquanto 40,3% têm destino inadequado de dejetos em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (26,3%), embora com melhora de -16,1 pontos percentuais desde 2010. Essa deficiência sanitária tende a pressionar as emissões de resíduos, que cresceram +40,2% entre 2010 e 2024, atingindo 4.131 tCO₂e — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta que contrasta com a necessidade de universalização do saneamento.
No balanço de emissões totais de GEE, o município soma 33.161 tCO₂e em 2024, com variação praticamente estável (-0,4%) desde 2010, mas com forte oscilação intra-série (pico de 61.404 tCO₂e em 2023). O valor está no percentil 13, portanto bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, por sua vez, cresceram +26,0% no período, chegando a 7.437 tCO₂e em 2024, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Os registros hidrológicos da ANA para 2016 mostram vulnerabilidade climática relevante: 2 registros de cheia (percentil 87) e 13 de seca observada (percentil 92), ambos muito acima da mediana nacional (0), sinalizando exposição a eventos extremos que, combinada às altas perdas de água e à baixa cobertura de saneamento, aumenta o risco à saúde pública e à segurança hídrica do município. Recomenda-se priorizar a redução de perdas na rede e a expansão da coleta de esgoto como medidas estruturantes para reverter esse quadro.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
40.2%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
49.8%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
40.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
33.161 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.131 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.437 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
