Frei GasparMG

5.741 habitantes · IBGE 3126802

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Resumo socioambiental

Frei Gaspar/MG apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração. A cobertura de água atingiu apenas 43,3% em 2022, com queda de 19,6% frente ao início da série e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 14 — entre os piores do país nesse indicador. Chama atenção a perda de água de 43,6% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), colocando o município no percentil 76 (pior extremo), o que indica ineficiência operacional na distribuição justamente quando a cobertura já é baixa — um problema que se retroalimenta.

Na coleta de esgoto, o índice de 98,8% (2021) é elevado e supera tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a mineira (85,0%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% (2022), ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento — situação distante da mediana nacional (37,7%) e estadual (44,5%). Esse hiato entre coleta e tratamento é o ponto mais crítico do dossiê, com implicações diretas sobre corpos hídricos e saúde pública. Coerente com esse quadro, os dados censitários mostram que apenas 57,7% dos domicílios têm coleta (2022), com 38,6% ainda registrando destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e cinco vezes o valor mineiro (7,4%), embora tenha havido melhora de 35% desde 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 305.070 tCO₂e em 2024, alta de 77,9% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 70. As emissões de energia mais que dobraram no período (+142,3%, para 2.593 tCO₂e), embora ainda estejam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 10). Já as emissões de resíduos, de 2.878 tCO₂e (+16,5%), guardam relação direta com a ausência de tratamento de esgoto e a alta taxa de destinação inadequada de dejetos, reforçando que os problemas de saneamento têm reflexo mensurável no perfil de emissões municipal.

Do ponto de vista hídrico-climático, o município registrou eventos de cheia (4 registros, 2016) e seca (3 registros, 2016), ambos acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), e a segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da mineira (3,694). Em síntese, Frei Gaspar combina baixa cobertura de água em queda, perda operacional elevada, ausência total de tratamento de esgoto e emissões crescentes, configurando um cenário que demanda investimento prioritário em infraestrutura de saneamento como medida estruturante para reverter simultaneamente os indicadores sanitários e ambientais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

41.6%

2024

13
20.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.1%

2024

23
68.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

66.9%

2024

74

Perda de água

SNIS/SINISA

30.5%

2024

47
164.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.7%

2022

23
41.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.6%

2022

16
35.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

305.070 tCO₂e

2024

30
77.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.878 tCO₂e

2024

77
16.5% no período

Emissões de energia

SEEG

2.593 tCO₂e

2024

90
142.3% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.