Frei InocêncioMG
8.334 habitantes · IBGE 3126901
Resumo socioambiental
Frei Inocêncio/MG apresenta um quadro socioambiental misto em 2024. A cobertura de água atingiu 78,2%, com salto de +3,1% após uma série volátil desde 2010, superando a mediana nacional (73,2%) mas ainda abaixo da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 57. A coleta de esgoto está em 82,1%, bem acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%), percentil 72 — porém esse avanço na coleta contrasta de forma preocupante com o tratamento de esgoto nulo (0,0%) em toda a série histórica (2012-2024), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira de 44,6%. Isso significa que o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um passivo ambiental relevante que não aparece nos indicadores de coleta, mas que compromete corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição caiu para 24,4% em 2023 (-36,1% em relação ao pico da série), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), indicando eficiência operacional razoável do sistema de abastecimento. Já o manejo de resíduos sólidos ainda é deficiente: 20,8% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média de Minas Gerais (7,4%), embora tenha melhorado (-12,9% desde 2010). A coleta domiciliar de resíduos, por sua vez, está em 78,8%, levemente acima da mediana nacional (76,9%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 208.406 tCO₂e em 2024, com alta de +63,9% desde 2010, situando o município no percentil 61 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). O principal vetor desse crescimento é energia, que saltou 197,7% na década, atingindo 76.699 tCO₂e (percentil 77, bem acima da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), sinalizando maior consumo energético ou mudança na matriz local. As emissões de resíduos, em contrapartida, cresceram de forma discreta (+6,3%) e estão abaixo da mediana nacional (4.623 vs 6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 39.
Por fim, o único registro de eventos hidrológicos extremos disponível (2016) aponta 5 registros de cheia, valor expressivo frente à mediana nacional de 0, colocando o município no percentil 98 — um alerta para riscos hídricos que merece monitoramento atualizado. A potência hidráulica instalada permanece estável em 10 MW desde 2010, sem expansão. Em síntese, os avanços em cobertura de água e coleta de esgoto não se traduzem em tratamento efetivo do esgoto nem em contenção das emissões de energia, que devem ser prioridades para a gestão local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
24.4%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
10 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
10 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
208.406 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.623 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
76.699 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
