Frei MiguelinhoPE

14.070 habitantes · IBGE 2605806

IA

Resumo socioambiental

Frei Miguelinho/PE apresenta quadro de saneamento ainda distante dos padrões nacionais, embora em trajetória de melhora consistente. A cobertura de água atingiu 51,6% em 2022, um avanço expressivo de +407,5% desde 2008, mas ainda bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 21 do país. A perda de água, indicador em que menor é melhor, caiu para 28,1% em 2022 (-63,1% no período), ficando próxima da mediana nacional (29,9%) e melhor que a média de Pernambuco (43,5%), embora a série mostre oscilação relevante entre 2017 e 2022, sugerindo instabilidade operacional no sistema.

No manejo de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 65,5% em 2022, avanço de +25,7% desde 2010, mas ainda inferior à mediana nacional (76,9%) e à média estadual (76,8%), colocando o município no percentil 32. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 30,6% dos domicílios, valor bem acima da mediana nacional (14,9%) e do padrão estadual (14,8%), situando Frei Miguelinho no percentil 75 — entre os piores do país nesse quesito, apesar da redução de -36,2% em relação a 2010. Essa lacuna na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que somaram 6.675 tCO₂e em 2024 (+50,5% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a persistência de destinação inadequada tem custo direto em emissões.

O balanço geral de gases de efeito estufa do município foi de 54.737 tCO₂e em 2024, com crescimento de +58,5% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Frei Miguelinho no percentil 23 — ou seja, entre os municípios de menor pegada de carbono do país. As emissões de energia, de 13.327 tCO₂e, mais que dobraram desde 2010 (+122%), embora permaneçam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo o crescimento do consumo energético local sem, contudo, superar o padrão do país.

Quanto a eventos climáticos, os registros de 2016 indicam ausência de cheias, mas 13 registros de seca observada, um valor moderado frente à mediana nacional (0) e muito inferior ao total estadual (1.804), colocando o município no percentil 92 nacional para esse indicador — sinalizando maior vulnerabilidade a estiagens do que a inundações, o que reforça a relevância de investimentos continuados em abastecimento de água e resiliência hídrica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.2%

2024

15
306.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.1%

2024

57
63.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.5%

2022

32
25.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.6%

2022

25
36.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

54.737 tCO₂e

2024

77
58.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.675 tCO₂e

2024

47
50.5% no período

Emissões de energia

SEEG

13.327 tCO₂e

2024

58
122.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.