FronteirasPI
10.382 habitantes · IBGE 2204303
Resumo socioambiental
Fronteiras/PI apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para a perda de água na distribuição, que saltou de 48,5% (2022) para 80,4% em 2023 — patamar quase três vezes superior à mediana nacional (29,1%) e à média do Piauí (23,6%). Essa deterioração coincide com queda da cobertura de água, que recuou de 68,9% para 60,6% no mesmo período, abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante do índice estadual (92,3%), sugerindo problemas operacionais na rede que comprometem tanto a eficiência quanto o acesso da população ao serviço.
No esgotamento sanitário, o município evoluiu positivamente na coleta, alcançando 78,5% em 2020 — acima da mediana nacional (59,9%) e do índice estadual (54,1%) —, porém sem qualquer avanço no tratamento, que permanece em 0,0% desde 2011, enquanto o Brasil trata em mediana 33,3% e o Piauí, 21,0%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado é despejado sem tratamento no meio ambiente, o que ajuda a explicar por que 29,5% dos domicílios (2022) ainda têm destino inadequado de dejetos, percentil 73 no cenário nacional, apesar de melhora frente aos 41,5% de 2010.
Do ponto de vista climático, as emissões de resíduos cresceram 62,5% entre 2010 e 2024, atingindo 6.100 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerente com a lacuna de tratamento de esgoto e a alta taxa de destinação inadequada de dejetos. Em contrapartida, as emissões totais do município são negativas (-36.411 tCO₂e em 2024), refletindo capacidade de sequestro de carbono relacionada ao uso da terra, com percentil 2 no ranking nacional — ou seja, entre os municípios com menor pegada líquida de carbono do país. As emissões de energia caíram 69,2% no período, para 7.499 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, Fronteiras combina um perfil climático favorável, com balanço de emissões negativo, a uma infraestrutura de saneamento frágil e em piora recente, especialmente na perda de água e na ausência total de tratamento de esgoto. A queda acentuada de cobertura de domicílios com coleta de resíduos (de 58,5% em 2010 para 46,8% em 2022, percentil 12) reforça a urgência de investimentos em gestão de água e resíduos, para evitar que os ganhos ambientais na dimensão climática sejam neutralizados por passivos sanitários crescentes.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.6%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
78.5%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
80.4%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-36.411 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.100 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.499 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
