Garrafão do NortePA

25.552 habitantes · IBGE 1503077

IA

Resumo socioambiental

Garrafão do Norte apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 97,2% em 2022, salto de +32,5% desde 2014 e bem acima da mediana nacional (76,5%) e do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 82. As perdas no sistema também são baixas para o padrão do país, em 15,4% (2022), inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (34,5%), indicando gestão relativamente eficiente da rede, embora o indicador tenha partido de 0% em 2016, sugerindo mudança na metodologia de apuração ou expansão recente do sistema medido.

O saneamento básico, contudo, revela fragilidade importante no manejo de resíduos sólidos. A coleta de lixo atende apenas 62,6% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média paraense (71,0%), colocando o município no percentil 29. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 37,3% dos domicílios — percentual bem superior à mediana nacional (14,9%) e à do Pará (23,2%), apesar da forte melhora acumulada (-46,8% desde 2010, quando era 70,2%). Essa lacuna entre água tratada e destinação de resíduos ajuda a explicar a trajetória de alta nas emissões de resíduos, que atingiram 9.310 tCO₂e em 2024, crescimento de +55,6% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 64 — evidenciando que a expansão da coleta de água não veio acompanhada de solução equivalente para o lixo gerado.

No balanço geral de emissões de GEE, o município apresentou resultado negativo de -209.129 tCO₂e em 2024, indicando captura líquida de carbono, provavelmente associada a dinâmicas de uso da terra e florestas, com percentil 2 (entre os mais baixos do país) e queda de -104,8% frente a 2010. A série, no entanto, é extremamente volátil, alternando anos de emissões líquidas superiores a 2 milhões de tCO₂e (2022 e 2023) com resultados negativos (2021 e 2024), o que sugere forte dependência de desmatamento e vegetação secundária como vetores dessas oscilações. As emissões de energia, por sua vez, cresceram +169,6% desde 2010, chegando a 21.491 tCO₂e em 2024, ligeiramente acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 53. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município avançou consideravelmente no acesso à água, mas precisa priorizar investimentos em coleta e destinação de resíduos sólidos para reduzir tanto o passivo sanitário quanto as emissões associadas a esse setor.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.2%

2022

32.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.4%

2022

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.6%

2022

29
109.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.3%

2022

17
46.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-209.129 tCO₂e

2024

98
104.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.310 tCO₂e

2024

36
55.6% no período

Emissões de energia

SEEG

21.491 tCO₂e

2024

47
169.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.