GaruvaSC
19.554 habitantes · IBGE 4205803
Resumo socioambiental
Garuva/SC apresenta avanço expressivo no saneamento básico, com cobertura de água atingindo 94,6% em 2022, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e da própria média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 77. Esse resultado reflete um salto histórico: em 2008 a cobertura era de apenas 37,4%, o que representa crescimento de +153,3% no período. Da mesma forma, a coleta de resíduos domiciliares alcança 96,4% dos domicílios (2022), com destinação inadequada residual de apenas 0,8%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e do patamar estadual (3,2%), colocando o município entre os melhores do país nesse quesito (percentil 6, favorável).
Contudo, a perda de água na distribuição é um ponto de atenção relevante: 53,2% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média de SC (34,6%), situando Garuva no percentil 87 (desfavorável). A série histórica mostra oscilação abrupta, com queda para valores próximos de 1% entre 2016-2017, seguida de forte deterioração até os níveis atuais, sugerindo perda de eficiência operacional ou mudança na metodologia de aferição que merece investigação, sobretudo à luz do investimento em ampliação da rede de abastecimento. Some-se a isso a redução nas unidades de destinação de resíduos, de 2 para 1 unidade entre 2012 e 2025 (variação -50%), o que pode pressionar a gestão de resíduos sólidos no médio prazo, ainda que a cobertura de coleta permaneça alta.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE cresceram +69,4% entre 2010 e 2024, atingindo 292.686 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 69). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram +254,5% no período, chegando a 200.443 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 89), indicando forte intensificação de atividades ligadas a consumo energético, possivelmente industrial ou de transporte. As emissões de resíduos também cresceram de forma constante (+79,9%), atingindo 7.321 tCO₂e, acima da mediana nacional, o que é coerente com o crescimento populacional e a manutenção de boa cobertura de coleta, mas reforça a necessidade de monitorar a destinação final frente à redução de unidades de processamento.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos merecem monitoramento contínuo: 3 registros de cheia em 2016 posicionam o município no percentil 93 nacional (desfavorável), enquanto não houve registros de seca no mesmo ano. Dado o defasamento da série (2016), recomenda-se atualização desses indicadores para avaliação mais precisa do risco climático atual, especialmente considerando o crescimento das emissões de energia e resíduos observado nos anos mais recentes.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
35.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
292.686 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.321 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
200.443 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
