GasparSC
76.982 habitantes · IBGE 4205902
Resumo socioambiental
Gaspar/SC apresenta um retrato socioambiental de contrastes acentuados entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 96,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (90,1%), posicionando o município no percentil 81 do país. Em contrapartida, a coleta de esgoto estagnou em 2,9% em 2021 — muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (43,6%) —, colocando Gaspar no percentil 3, entre os piores do Brasil. O tratamento de esgoto segue o mesmo padrão crítico, com apenas 1,4% em 2022 ante mediana nacional de 37,7%. Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário é agravada pela perda de água na distribuição, que subiu para 33,4% em 2022, quase dobrando desde 2008 (17,2%) e superando a mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo da média catarinense (34,6%).
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra bom desempenho na cobertura domiciliar: 96,9% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 96) e apenas 0,2% com destinação inadequada (percentil 1, entre os melhores do país). Contudo, esse avanço logístico não se traduz em menor impacto climático: as emissões de GEE por resíduos cresceram 56,8% entre 2010 e 2024, chegando a 34.740 tCO₂e — patamar muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 90. A escassez de unidades de destinação (apenas 2 em 2024, ante mediana nacional de 1, mas muito aquém das 58 da UF) sugere concentração de processamento fora do município ou operação com capacidade limitada, o que pode explicar o descompasso entre boa coleta e emissões crescentes.
O perfil de emissões totais de GEE do município somou 297.050 tCO₂e em 2024, com queda de 8,8% desde 2010, situando Gaspar no percentil 70 nacional. Essa redução recente contrasta com o crescimento expressivo das emissões de energia (+36,4% no período, atingindo 201.566 tCO₂e, percentil 90) e de resíduos, indicando que ganhos em outras frentes (possivelmente mudança de uso da terra) compensaram parcialmente o aumento nesses dois setores. A geração de energia por biomassa permanece estável em 796 kW desde 2013, modesta frente à mediana nacional de 5 MW.
Do ponto de vista de gestão, o quadro aponta para uma prioridade clara: investimentos em coleta e tratamento de esgoto são urgentes, dado o descolamento entre o bom desempenho em água e resíduos domiciliares e o desempenho crítico em esgotamento sanitário. Os registros de cheia (6 eventos em 2016, percentil 99 na UF) reforçam a necessidade de infraestrutura de drenagem e saneamento integrada, especialmente considerando o aumento da perda de água na rede, que pode agravar riscos hídricos em eventos extremos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
796 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
297.050 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
34.740 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
201.566 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
