Gavião PeixotoSP
4.797 habitantes · IBGE 3516853
Resumo socioambiental
Gavião Peixoto apresenta indicadores de saneamento acima da média nacional, embora com sinais recentes de deterioração pontual no abastecimento de água e na coleta de esgoto. A cobertura de água caiu de 100,0% (2023) para 89,9% em 2024, e a coleta de esgoto teve queda equivalente, também para 89,9%, rompendo uma série histórica de plena universalização observada entre 2019 e 2023. Ainda assim, ambos os indicadores permanecem bem acima da mediana nacional (73,2% e 59,9%, respectivamente) e próximos da média do estado de São Paulo, posicionando o município nos percentis 77 e 83. Já o tratamento de esgoto, em 61,0% (2024), supera a mediana nacional (33,3%) e se aproxima da média estadual (66,6%), sustentado por uma única ETE em operação desde 2020.
Um destaque positivo é a perda de água na distribuição, que caiu de 46,1% (2022) para 11,1% (2023) e se manteve baixa em 11,5% (2024) — bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (28,2%), colocando o município no percentil 8 (quanto menor, melhor). Essa melhora expressiva na eficiência operacional contrasta com a queda simultânea na cobertura de água e esgoto, sugerindo possível reclassificação cadastral ou mudança na área atendida pelo sistema, e não necessariamente perda de infraestrutura física. Complementarmente, os dados censitários de 2022 mostram que 96,3% dos domicílios têm coleta de resíduos e apenas 2,0% possuem destino inadequado, ante medianas nacionais de 76,9% e 14,9%, respectivamente — evidenciando uma gestão de resíduos sólidos consistentemente acima do padrão do país.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE recuaram para 94.161 tCO₂e em 2024, queda de 22,4% frente ao início da série, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 38. O setor de energia, entretanto, é o principal responsável pelo perfil de emissões do município, com 61.387 tCO₂e (percentil 74, acima da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos, embora modestas em volume absoluto (3.283 tCO₂e, percentil 28), cresceram 37,0% desde 2010 — tendência que merece monitoramento, especialmente à luz da alta cobertura de coleta domiciliar, que pode estar ampliando a geração formal de resíduos sem tratamento equivalente de emissões associadas.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), e a potência hidráulica instalada (5 MW) permanece estável desde 2010, abaixo da mediana nacional (10 MW). Em síntese, Gavião Peixoto mantém indicadores de saneamento e resíduos superiores à média nacional, com avanço notável na redução de perdas de água, mas requer atenção à queda recente na cobertura de água e esgoto e ao crescimento das emissões vinculadas a resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
61.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
11.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
94.161 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.283 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
61.387 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
