GentilRS

1.783 habitantes · IBGE 4308854

IA

Resumo socioambiental

Gentil/RS apresenta situação sanitária dúbia: o abastecimento de água está praticamente universalizado, com cobertura de 98,9% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e da média do RS (86,2%), posicionando o município no percentil 93 do país. As perdas no sistema, de 10,2% em 2024, também são baixas frente à mediana nacional (29,1%) e à do estado (39,4%), embora a série histórica mostre oscilações relevantes, com picos de 50% em 2018-2019, indicando instabilidade operacional que merece monitoramento contínuo apesar da melhora recente.

O mesmo padrão positivo não se repete no esgotamento sanitário. A cobertura de coleta de esgoto caiu de 55,2% em 2010 para apenas 21,1% em 2022, ficando bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média gaúcha (82,7%), no percentil 2 do país. Coerente com essa lacuna, o destino inadequado de dejetos atinge 17,0% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média do RS (4,5%), colocando o município no percentil 54 — um ponto de atenção prioritário para investimentos, já que o avanço em água não foi acompanhado por infraestrutura equivalente de esgotamento.

Nas emissões de GEE, Gentil apresenta volume total de 56.135 tCO₂e em 2024, inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 18,5% desde 2010. Entretanto, essa trajetória é puxada pela redução em outras fontes, pois as emissões de energia dispararam +145,1% no período, atingindo 28.902 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 59. As emissões de resíduos também cresceram +25,8%, para 2.036 tCO₂e, guardando relação direta com a baixa cobertura de coleta de esgoto e o alto índice de destino inadequado de dejetos, reforçando a necessidade de políticas integradas de saneamento e gestão de resíduos.

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta 4 ocorrências de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (0), com percentis 96 e 72, respectivamente — sinalizando vulnerabilidade climática que, combinada às fragilidades no saneamento, reforça a urgência de ações estruturantes em esgotamento sanitário e gestão de riscos hídricos no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.9%

2024

93
5.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.2%

2024

94
57.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

2
61.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.0%

2022

46
62.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.135 tCO₂e

2024

76
18.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.036 tCO₂e

2024

88
25.8% no período

Emissões de energia

SEEG

28.902 tCO₂e

2024

41
145.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.