Gentio do OuroBA
11.263 habitantes · IBGE 2911303
Resumo socioambiental
Gentio do Ouro/BA apresenta déficit estrutural em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 50,3% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 80,7%, posicionando o município no percentil 20 do país. Houve avanço expressivo em 2020, quando a cobertura saltou de 33,1% para 50,2%, patamar que se manteve estável desde então. A coleta de esgoto segue padrão semelhante, alcançando 59,5% em 2021 (percentil 31), abaixo da mediana nacional de 87,8%, mas acima da média baiana de 63,0%. Já o tratamento de esgoto é ponto positivo relativo: 66,5% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (53,1%), posicionando o município no percentil 66 — resultado sustentado por apenas 1 ETE em operação desde 2020.
A perda de água na distribuição é preocupante e vem se agravando: 37,0% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (35,0%), com trajetória de piora desde 2018 (quando era 25,0%), indicando ineficiência crescente na gestão da rede. No campo dos domicílios, o quadro é mais crítico: apenas 55,9% têm coleta de esgoto (percentil 21) e 43,6% ainda têm destino inadequado de dejetos em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), colocando o município no percentil 88, entre os piores do país nesse quesito, apesar da melhora em relação aos 58,1% registrados em 2010.
Em emissões de GEE, o município apresentou balanço negativo em 2024 (-6.260 tCO₂e), beneficiado por remoções do setor de uso da terra, com percentil 3 nacional — ou seja, entre os menores emissores líquidos do Brasil. Contudo, as emissões de energia cresceram de forma acentuada, atingindo 31.943 tCO₂e em 2024 (alta de 1.510% desde 2010), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 61, tendência coerente com a instalação de potência eólica que evoluiu de 369 MW para 1.378 MW no período, colocando Gentio do Ouro no percentil 99 nacional nesse indicador. As emissões de resíduos, por sua vez, mantêm-se próximas da mediana nacional (5.168 tCO₂e vs. 6.191 tCO₂e, percentil 43), refletindo a ainda baixa cobertura de coleta domiciliar de lixo.
Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento aquém do padrão nacional — especialmente em destinação de esgoto domiciliar e perdas de água — com desempenho ambiental favorável em emissões líquidas de GEE, impulsionado por forte expansão da matriz eólica. A associação entre baixa cobertura de esgoto e alto percentual de destinação inadequada sugere que o investimento em tratamento, embora superior à média nacional, não tem sido acompanhado por ampliação equivalente da rede coletora, exigindo atenção prioritária dos gestores locais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
30.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
55.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
43.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1.378 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
1.378 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-6.260 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.168 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
31.943 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
