GlorinhaRS
7.842 habitantes · IBGE 4309050
Resumo socioambiental
Glorinha apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos no tratamento de esgoto contrastando com fragilidades persistentes no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu apenas 32,5% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 8 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção a estagnação em 30,0% entre 2016 e 2021, com leve recuperação apenas no último ano, indicando fragilidade estrutural no sistema de abastecimento que não acompanhou os avanços observados no saneamento de esgoto.
Em contraposição, o tratamento de esgoto atingiu 100,0% em 2022, resultado muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média gaúcha (30,8%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também evoluiu de forma acentuada, saindo de 1,0% em 2015 para 70,7% em 2021, embora ainda abaixo da mediana nacional (87,8%), superando, contudo, a média estadual (49,5%). Esse desempenho é coerente com a operação de uma ETE (2020) e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora crescentes (+28,5% desde 2010, alcançando 4.250 tCO₂e em 2024), permanecem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), refletindo relativa eficiência na gestão de efluentes e resíduos sólidos, reforçada pelo baixo percentual de destinação inadequada de domicílios (2,0% em 2022, ante mediana nacional de 14,9%).
Quanto à perda de água, o indicador de 19,6% (2022) está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), mas a série histórica revela oscilação relevante, com pico de 33,1% em 2021, sugerindo instabilidade operacional que pode estar relacionada à baixa cobertura de abastecimento. As emissões totais de GEE saltaram para 98.042 tCO₂e em 2024 (+88,7% desde 2010), ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), impulsionadas principalmente por fontes não detalhadas neste dossiê, já que energia (13.519 tCO₂e) e resíduos (4.250 tCO₂e) não explicam isoladamente o salto recente.
Por fim, o índice de segurança hídrica de 3,000 (2035) está abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,895), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em abastecimento de água, especialmente diante do contraste entre o avanço no esgotamento sanitário e o atraso crônico na cobertura hídrica municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
26.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
66.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Clima
Emissões de GEE
SEEG
98.042 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.250 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.519 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
