Godofredo VianaMA
10.422 habitantes · IBGE 2104305
Resumo socioambiental
Godofredo Viana/MA apresenta um quadro socioambiental preocupante, especialmente no saneamento hídrico. A cobertura de água atingiu apenas 29,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 6 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 75,5% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média do Maranhão (56,3%), colocando o município no percentil 98 (entre os piores índices de perda do país). A combinação de baixa cobertura com alta perda indica ineficiência estrutural grave no sistema de abastecimento, que compromete tanto o acesso da população quanto a sustentabilidade do serviço.
No manejo de resíduos sólidos, houve avanço expressivo: a coleta domiciliar saltou de 16,4% (2010) para 77,3% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (65,5%), no percentil 51. O destino inadequado de resíduos também caiu fortemente, de 83,6% para 22,6% no mesmo período, embora ainda acima da mediana nacional (14,9%) e abaixo da média estadual (29,4%). Essa melhoria na gestão de resíduos não se refletiu, contudo, nas emissões de GEE do setor, que cresceram 112,7% entre 2010 e 2024, atingindo 5.221 tCO₂e — próximo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) —, sugerindo que o aumento da coleta ainda não veio acompanhado de tratamento adequado que reduza a decomposição em aterros ou lixões.
As emissões totais de GEE do município caíram 42,7% entre 2010 e 2024, fechando em 107.013 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é maior, portanto o município está abaixo dela) e no percentil 43. A série histórica é marcada por forte oscilação, com picos em 2014 e 2023, provavelmente associados a mudanças no uso da terra. Chama atenção o crescimento de 235,6% nas emissões de energia, que passaram de 24.658 para 82.748 tCO₂e, aproximando-se do total de emissões do município e superando com folga a mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 79 — um sinal de que a matriz energética local tem se tornado proporcionalmente mais intensiva em carbono.
Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, metade da mediana nacional (4,000) e abaixo da média estadual (2,714), no percentil 14, reforçando o alerta já indicado pelos altos índices de perda e baixa cobertura de água. Não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), mas a fragilidade estrutural do sistema hídrico exige atenção prioritária dos gestores, dado que os investimentos em infraestrutura de abastecimento parecem não ter acompanhado o crescimento populacional nem reduzido as perdas ao longo da série histórica.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
29.1%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
75.5%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
107.013 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.221 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
82.748 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
