GoiandiraGO
4.986 habitantes · IBGE 5208509
Resumo socioambiental
Goiandira apresenta, em 2022, cobertura de água de 99,7%, patamar muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média do estado de Goiás (89,1%), colocando o município no percentil 88 do país. Esse resultado representa um salto expressivo frente aos anos anteriores, que oscilavam entre 82,8% e 87,3% desde 2018. A perda de água na distribuição, por sua vez, ficou em 26,5% em 2022, indicador em que menor é melhor: houve recuo de 18,8% em relação ao início da série (32,6% em 2008), aproximando-se da mediana nacional (29,9%) e ficando ligeiramente abaixo da média estadual (27,8%). Ainda assim, o índice oscilou nos últimos anos (22,1% em 2021 para 26,5% em 2022), sugerindo necessidade de atenção contínua à manutenção da rede.
No saneamento domiciliar, 88,2% dos domicílios têm coleta de resíduos em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e próximo da média goiana (89,7%). O destino inadequado de resíduos caiu de 11,9% (2010) para 4,3% (2022), redução de 64,1%, posicionando o município no percentil 22 nacional — ou seja, entre os municípios com melhor gestão relativa nesse quesito, superando inclusive a média do estado (5,5%). Essa evolução favorável no manejo de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 23,7% entre 2023 e 2024, atingindo 4.057 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento, especialmente à luz da melhoria na cobertura de coleta.
Em termos de emissões totais de GEE, Goiandira registrou 191.648 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 14,1% desde 2010, mas alta em relação a 2022 (157.425 tCO₂e). O valor está acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 59. As emissões de energia somaram 5.897 tCO₂e em 2024, com alta de 11,1% frente a 2023, porém ainda bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo perfil energético modesto quando comparado ao restante do país. A potência hidráulica instalada é de 21 MW, estável desde 2011 e acima da mediana nacional (10 MW), indicando relevância da geração hidráulica local no percentil 63.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016 (última atualização disponível), enquanto o estado de Goiás apresentou 29 registros de cheia e 20 de seca no mesmo ano, o que pode indicar tanto ausência de eventos extremos quanto possível lacuna de monitoramento local. Em síntese, Goiandira exibe avanços consistentes em cobertura de água e gestão de resíduos domiciliares, com indicadores superiores à média nacional, mas enfrenta desafios no controle de perdas hídricas e no crescimento recente das emissões de resíduos e energia, que merecem acompanhamento para sustentar a trajetória positiva observada na última década.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
21 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
21 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
191.648 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.057 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.897 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
