GoianésiaGO
77.014 habitantes · IBGE 5208608
Resumo socioambiental
Goianésia/GO apresenta desempenho consistentemente positivo em saneamento básico, com destaque para o tratamento de esgoto, que atinge 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (66,0%), posicionando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também é robusta, alcançando 96,3% em 2021 (percentil 61 nacional), com evolução expressiva desde 2007 (+137,8%). A cobertura de água chegou a 89,8% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (89,1%), embora tenha recuado frente ao pico de 92,8% em 2020. A perda de água, indicador em que menor é melhor, situa-se em 28,2% (2022), com queda de 11,2% na série e desempenho próximo à mediana nacional (29,9%) e à UF (27,8%). Esses números indicam um sistema de saneamento maduro e bem gerido, com baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares (3,4% em 2022, ante mediana nacional de 14,9%).
Em contraste, o perfil de emissões de gases de efeito estufa é preocupante. As emissões totais somaram 1.096.866 tCO₂e em 2024, com alta de 67,6% desde 2010, posicionando o município no percentil 91 nacional — patamar muito superior à mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia (291.755 tCO₂e, percentil 93) e de resíduos (50.021 tCO₂e, percentil 93) também são desproporcionalmente elevadas frente à mediana nacional, sugerindo forte pressão do setor produtivo e possivelmente da geração termelétrica ou processos industriais locais. Chama atenção o contraste entre a excelência do tratamento de esgoto e o volume elevado de emissões ligadas a resíduos, o que sugere que a origem das emissões pode estar mais associada a resíduos sólidos, agropecuária ou processos industriais do que ao esgotamento sanitário propriamente dito.
Na matriz energética renovável, o município possui 150 MW de potência instalada em biomassa (2024), volume expressivo frente à mediana nacional (5 MW), colocando Goianésia no percentil 96 do país — provavelmente vinculado a atividades agroindustriais, como processamento de cana-de-açúcar. Já a energia solar é modesta, com apenas 450 kW instalados, estagnados desde 2021, abaixo da mediana nacional (908 kW) e no percentil 34, indicando espaço para diversificação da matriz limpa local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a limitação temporal desse dado impede conclusões sobre risco hidroclimático recente.
Em síntese, Goianésia combina infraestrutura sanitária de excelência com um passivo ambiental relevante em emissões de GEE, sobretudo nos setores de energia e resíduos. Para os gestores, o desafio está em conciliar a manutenção dos ganhos em saneamento com estratégias de mitigação de emissões, especialmente diante do crescimento consistente das emissões totais nos últimos anos e da baixa penetração da energia solar como vetor de transição energética.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
87.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
98.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
151 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
450 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
450 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.096.866 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
50.021 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
291.755 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
