GoiásGO

24.233 habitantes · IBGE 5208905

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Resumo socioambiental

O saneamento básico do município de Goiás/GO apresenta quadro misto, com avanços expressivos em esgotamento sanitário e retrocesso na cobertura de água. A coleta de esgoto atingiu 99,5% em 2021, patamar muito superior à mediana nacional (87,8%) e à média estadual (74,3%), refletindo evolução consistente desde 2007 (21,2%). O tratamento de esgoto também evoluiu para 59,9% em 2022, acima da mediana do país (37,7%), embora ainda abaixo do desempenho médio de Goiás estado (66,0%). Chama atenção, contudo, a existência de apenas 1 ETE no município (2020), igual à mediana nacional mas muito distante das 93 unidades médias do estado, o que sugere concentração operacional e potencial vulnerabilidade caso essa estrutura apresente falhas.

Já a cobertura de água tratada regrediu para 77,7% em 2022, queda de -15,7% frente à série histórica, com pico de 94,0% em 2009. O índice fica próximo à mediana nacional (76,5%), mas bem abaixo da média estadual (89,1%). A perda de água na distribuição, embora tenha caído significativamente desde 2008 (46,5%) para 27,9% em 2022, ainda é superior à média do estado (27,8%) e próxima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos de cobertura. No aspecto domiciliar, a coleta de resíduos atende 74,5% dos domicílios (2022), com queda de -2,0% desde 2010, e o destino inadequado de resíduos atinge 21,5% das residências, valor bem acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (5,5%), apontando lacuna relevante na gestão de resíduos sólidos que também se reflete no crescimento das emissões do setor.

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 1.059.093 tCO₂e em 2024, alta de 55,2% desde 2010, posicionando o município no percentil 90 nacional — ou seja, entre os municípios mais emissores do país. As emissões de energia lideram esse crescimento, com aumento de 162,8% no período, alcançando 95.355 tCO₂e (percentil 80), enquanto as emissões de resíduos cresceram 23,7%, para 15.837 tCO₂e (percentil 79), coerente com a deficiência observada na destinação adequada de resíduos domiciliares. Esse cenário sugere que o crescimento urbano e energético do município não foi acompanhado de mitigação equivalente.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos mostram 2 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 87 nacional), sem registros de seca no mesmo ano, o que reforça a necessidade de atenção à infraestrutura hídrica frente a eventos climáticos intensos. Em síntese, Goiás/GO avançou significativamente no esgotamento sanitário, mas enfrenta desafios crescentes em cobertura de água, perdas na distribuição, destinação de resíduos e, sobretudo, no controle de emissões de gases de efeito estufa, que crescem em ritmo superior à média nacional.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.3%

2024

55
1.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.5%

2024

60
133.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

61.5%

2024

69
127.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.9%

2024

58
42.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.5%

2022

46
2.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.5%

2022

38
10.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.059.093 tCO₂e

2024

10
55.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.837 tCO₂e

2024

21
23.7% no período

Emissões de energia

SEEG

95.355 tCO₂e

2024

20
162.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.