Gonçalves DiasMA

17.579 habitantes · IBGE 2104404

IA

Resumo socioambiental

Gonçalves Dias/MA apresenta quadro socioambiental crítico, com indicadores de saneamento consistentemente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 33,5% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 59,6%, posicionando o município no percentil 8 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção que essa cobertura vem caindo desde 2015 (48,2%), configurando retrocesso de -23,3% no período. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 57,4% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e próxima ao patamar estadual (56,3%), colocando o município no percentil 91 — entre os piores do país. A combinação de baixa cobertura com alta perda revela ineficiência estrutural grave: o sistema atende poucos domicílios e ainda desperdiça mais da metade da água tratada.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. Apenas 39,5% dos domicílios têm coleta de lixo adequada (2022), ante mediana nacional de 76,9%, e o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 53,8%, quase quatro vezes a mediana do país (14,9%) e quase o dobro da média estadual (29,4%), posicionando o município no percentil 95 — entre os piores do Brasil. Essa deficiência de destinação de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 44,8% entre 2010 e 2024, atingindo 6.567 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que a gestão inadequada de lixo tem custo ambiental crescente e mensurável.

No balanço geral de gases de efeito estufa, as emissões totais somaram 842.338 tCO₂e em 2024, mais de seis vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), com o município no percentil 88. Embora tenha havido queda desde o pico de 2019 (1.379.126 tCO₂e), o patamar atual ainda representa alta de 34,8% frente a 2010. As emissões de energia cresceram de forma expressiva (+307,7% desde 2010), embora permaneçam abaixo da mediana nacional, sugerindo que o principal vetor de emissões do município está associado a outras fontes, não plenamente detalhadas neste dossiê.

Em síntese, Gonçalves Dias combina infraestrutura de saneamento entre as mais deficitárias do país — tanto em cobertura de água quanto em destinação de resíduos — com trajetória de aumento nas emissões de resíduos e energia, ainda que as emissões totais tenham recuado nos últimos anos. A ausência de investimentos visíveis em ampliação e manutenção da rede de água, associada às perdas elevadas, indica necessidade urgente de priorização de recursos para infraestrutura básica, com potencial de gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência hídrica e redução de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.8%

2024

17
28.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.5%

2024

10
8.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

39.5%

2022

8
1.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.8%

2022

5
9.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

842.338 tCO₂e

2024

12
34.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.567 tCO₂e

2024

48
44.8% no período

Emissões de energia

SEEG

9.066 tCO₂e

2024

67
307.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.