GongogiBA

5.567 habitantes · IBGE 2911501

IA

Resumo socioambiental

Gongogi/BA apresenta quadro de saneamento aquém dos parâmetros nacionais, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde pelo menos 2014, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e a média estadual de 53,1% em 2022. A cobertura de água também é baixa, em 64,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 35 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. A coleta de esgoto, embora relativamente melhor (91,0% em 2021, percentil 53, acima da mediana nacional de 87,8%), vem caindo (-4,1%) e não é acompanhada de tratamento, o que sugere que o esgoto coletado é lançado sem tratamento no ambiente — um risco direto à qualidade dos corpos hídricos.

Os indicadores de resíduos sólidos domiciliares mostram deterioração preocupante: a cobertura de coleta caiu de 71,3% (2010) para 59,4% (2022), uma queda de -16,7%, ficando no percentil 25 nacional. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos recuou de 28,7% para 13,3% no mesmo período (-53,6%), ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e melhor que a UF (17,1%). Essa aparente contradição — menos coleta, porém menos destinação inadequada — pode indicar mudança na forma de descarte domiciliar não capturada plenamente pelos indicadores de coleta formal, e merece investigação local.

Quanto às emissões de GEE, o município somou 202.393 tCO₂e em 2024, com alta de 31,8% frente a 2023, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 60. O crescimento mais expressivo ocorre nas emissões de energia, que saltaram de 384 tCO₂e (2010) para 15.484 tCO₂e (2024) — variação de quase 3.937% —, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já as emissões de resíduos, de 3.348 tCO₂e (2024), seguem em trajetória de queda moderada (-12,7% desde o pico) e estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 28, o que é coerente com a redução do destino inadequado de resíduos observada no Censo.

Em síntese, Gongogi enfrenta um desafio estrutural de saneamento — sobretudo a ausência total de tratamento de esgoto e a queda na cobertura de água e coleta de resíduos — que contrasta com um perfil de emissões de GEE ainda moderado, mas em rápida ascensão puxado pelo setor de energia. A ausência de registros de cheia e seca em 2016 não permite avaliação de risco hidroclimático recente, sendo recomendável atualização desses dados para complementar o diagnóstico.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.0%

2022

35
1.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.0%

2021

53
4.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

23.0%

2022

69
107.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.4%

2022

25
16.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.3%

2022

53
53.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

202.393 tCO₂e

2024

40
31.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.348 tCO₂e

2024

72
12.7% no período

Emissões de energia

SEEG

15.484 tCO₂e

2024

54
3936.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.