Governador Dix-Sept RosadoRN

12.239 habitantes · IBGE 2404309

IA

Resumo socioambiental

Governador Dix-Sept Rosado apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento básico que colocam o município em posição desfavorável frente ao Brasil e ao Rio Grande do Norte. A cobertura de água atinge apenas 48,3% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (79,8%), posicionando o município no percentil 18 — entre os piores do país. Ainda que a perda de água tenha recuado de 56,2% (2009) para 45,1% (2022), esse índice permanece bem acima da mediana nacional (29,9%), embora próximo da UF (46,1%), indicando ineficiência histórica na distribuição que persiste apesar da melhora recente.

O cenário de esgotamento e resíduos sólidos é ainda mais crítico. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 53,2% (2010) para 35,4% (2022), um retrocesso de -33,6%, enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 44,2% dos domicílios — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (9,3%), colocando o município no percentil 89, entre os piores do país. Essa combinação de queda na coleta e alto índice de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +18,7% desde 2010, atingindo 7.952 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 100.106 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de +991,2% desde 2010, embora tenham recuado frente ao pico de 2014 (295.970 tCO₂e). O valor atual está próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 40. As emissões de energia saltaram de 5.724 tCO₂e (2010) para 23.556 tCO₂e (2024), variação de +311,5%, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo maior consumo energético associado ao desenvolvimento local.

Os registros de eventos extremos em 2016 — 2 ocorrências de cheia e 12 de seca — situam o município nos percentis 87 e 90 nacionalmente, evidenciando vulnerabilidade hídrica que se conecta diretamente à fragilidade da infraestrutura de água e esgoto. O quadro geral sugere urgência em investimentos de saneamento, já que a baixa cobertura de água e coleta, associada ao alto índice de destinação inadequada de resíduos, compromete tanto a saúde pública quanto a resiliência climática do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.1%

2024

19
10.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.3%

2024

24
35.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.4%

2022

6
33.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.2%

2022

11
5.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

100.106 tCO₂e

2024

60
991.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.952 tCO₂e

2024

41
18.7% no período

Emissões de energia

SEEG

23.556 tCO₂e

2024

45
311.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.