Governador Eugênio BarrosMA

14.258 habitantes · IBGE 2104602

IA

Resumo socioambiental

Governador Eugênio Barros/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura registrada caiu a 0,0% em 2024, um colapso frente aos 25,1% de 2022, posicionando o município no percentil 1 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da própria média estadual (53,5%). A perda de água, embora tenha recuado para 31,1% em 2024 (variação de -66,0% no período), ainda supera a mediana nacional (29,1%), embora esteja próxima do padrão observado para o Maranhão (57,3%).

O esgotamento sanitário também é crítico: apenas 47,1% dos domicílios tinham coleta em 2022 (percentil 12), enquanto 52,6% dos domicílios ainda destinavam dejetos de forma inadequada — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (29,4%), colocando o município no percentil 94, entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência estrutural de saneamento é coerente com o nível de emissões de resíduos, que somou 5.000 tCO₂e em 2024 (+18,8% desde 2010), ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 678.388 tCO₂e em 2024, patamar elevado para o porte populacional (percentil 85), embora represente recuo relevante frente ao pico de 2020 (1.545.100 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 73,3% desde 2010, atingindo 11.157 tCO₂e em 2024, mas seguem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e do padrão estadual. Não há registros de eventos de cheia em 2016, mas há indicação de seca observada (2 registros), sinalizando exposição a estresse hídrico que se soma à fragilidade do sistema de abastecimento.

Em síntese, o município enfrenta um desafio estrutural duplo: colapso do abastecimento de água tratada e ausência quase completa de coleta de esgoto adequada, fatores que se reforçam mutuamente e ampliam riscos sanitários e ambientais. A recomendação prioritária para gestores é retomar investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento, dado que os indicadores de emissões, embora moderados em comparação nacional, tendem a se agravar caso o deficit de saneamento persista.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.1%

2024

45
66.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.1%

2022

12
33.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.6%

2022

6
18.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

678.388 tCO₂e

2024

15
17.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.000 tCO₂e

2024

58
18.8% no período

Emissões de energia

SEEG

11.157 tCO₂e

2024

62
73.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.