Governador LindenbergES
11.467 habitantes · IBGE 3202256
Resumo socioambiental
Governador Lindenberg/ES apresenta déficit estrutural no abastecimento de água, com cobertura de apenas 39,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio Espírito Santo (83,5%), posicionando o município no percentil 11 do país. Em contraste, a coleta de esgoto atinge 81,6% (2021), próxima da mediana nacional (87,8%) e bem superior à média estadual (69,8%, percentil 45), enquanto o tratamento de esgoto se destaca positivamente em 76,3% (2022), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (44,6%), colocando o município no percentil 74. Essa combinação sugere um sistema de esgotamento sanitário relativamente eficiente operando com infraestrutura mínima (apenas 1 ETE registrada em 2020), mas convivendo com alto índice de perdas de água na distribuição — 34,5% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%), com salto expressivo desde 2016, quando o indicador era de 23,8%.
Há uma contradição relevante entre os dados de saneamento por rede (SNIS) e os indicadores censitários por domicílio: apenas 52,0% dos domicílios têm coleta de esgoto segundo o Censo 2022, e 34,0% ainda possuem destino inadequado de dejetos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (6,9%), situando o município no percentil 79 (pior) do país. Essa disparidade indica que, embora o sistema de coleta e tratamento seja tecnicamente eficiente onde opera, sua cobertura territorial ainda é insuficiente para atender toda a população, deixando parcela significativa de domicílios sem acesso adequado.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 38.250 tCO₂e em 2024, recuo de 24,8% em relação ao ano anterior e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 15 (entre os mais baixos emissores). Entretanto, as emissões de resíduos aumentaram 59,3% em 2024, atingindo 4.979 tCO₂e, e as de energia cresceram 82,9%, chegando a 13.970 tCO₂e — movimento que pode refletir maior atividade econômica ou mudanças na gestão de resíduos, e que merece atenção dado o baixo índice de coleta domiciliar de esgoto e alto percentual de destinação inadequada.
Por fim, o município registrou eventos hidrológicos extremos em 2016 — 4 registros de cheia e 4 de seca —, ambos muito acima da mediana nacional (0 em cada categoria), posicionando-se nos percentis 96 e 72, respectivamente. Combinados às perdas elevadas de água e à baixa cobertura de abastecimento, esses eventos reforçam a vulnerabilidade hídrica do território, indicando a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de captação, distribuição e resiliência climática.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
42.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
34.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
76.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
38.250 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.979 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.970 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
