Governador Newton BelloMA

10.981 habitantes · IBGE 2104651

IA

Resumo socioambiental

Governador Newton Bello apresenta quadro sanitário crítico e distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 37,5% em 2024, bem abaixo da mediana brasileira (73,2%) e da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores em acesso a esse serviço. Mais grave é a perda de água, que chegou a 72,5% em 2024, quase o dobro do índice já elevado do Maranhão (57,3%) e muito superior à mediana nacional (29,1%), colocando o município no percentil 95 (piores desempenhos). Essa combinação indica que, apesar do avanço histórico na cobertura desde 2010 (+56,4%), a infraestrutura de distribuição é extremamente ineficiente, desperdiçando a maior parte da água tratada.

No saneamento de esgoto e resíduos sólidos, o cenário também é desfavorável, ainda que em trajetória de melhora. A coleta domiciliar de lixo evoluiu de 28,1% em 2010 para 58,9% em 2022, mas permanece abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (65,5%), no percentil 24. Paralelamente, o destino inadequado de resíduos caiu de 71,9% para 40,4% no mesmo período — redução expressiva de 43,9% — porém ainda muito superior à mediana do país (14,9%) e à média do Maranhão (29,4%), situando o município no percentil 86 (entre os piores). Essa persistência de descarte inadequado ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 49,3% entre 2010 e 2024, atingindo 4.151 tCO₂e — embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, o município mostra queda expressiva nas emissões totais de GEE, que caíram de 1,27 milhão de tCO₂e em 2010 para 378.882 tCO₂e em 2024 (-70,1%), com forte oscilação ao longo da série, refletindo provavelmente mudanças no uso da terra. Ainda assim, o valor permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 75. As emissões de energia são residuais e decrescentes (1.334 tCO₂e, -20,3%), no percentil 3, indicando baixíssima pressão desse setor. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais.

Em síntese, o município tem prioridades claras: reduzir as perdas no sistema de abastecimento de água, ampliar a cobertura de coleta de esgoto e resíduos, e investir em destinação adequada de lixo para conter tanto os riscos sanitários quanto as emissões associadas a resíduos. O avanço recente na cobertura de água e na redução do destino inadequado sugere capacidade de resposta, mas o ritmo é insuficiente frente aos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.5%

2024

10
56.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

72.5%

2024

5
29.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.9%

2022

24
109.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.4%

2022

14
43.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

378.882 tCO₂e

2024

25
70.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.151 tCO₂e

2024

64
49.3% no período

Emissões de energia

SEEG

1.334 tCO₂e

2024

97
20.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.