GrajaúMA
76.578 habitantes · IBGE 2104800
Resumo socioambiental
Grajaú/MA apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento, com deterioração recente nos principais indicadores. A cobertura de água caiu para 66,3% em 2023, após atingir 100% em 2015, representando queda de 10,1% no período e ficando abaixo tanto da mediana nacional (73,2%) quanto próxima do patamar estadual (53,5%). Mais grave é a perda de água, que saltou para 43,5% em 2023 — alta de 359,4% desde 2010 —, superando a mediana nacional (29,1%), embora ainda abaixo da média do Maranhão (57,3%). Essa combinação sugere problemas estruturais na rede de distribuição, com desperdício elevado coexistindo com queda de cobertura, o que indica ineficiência na gestão do sistema hídrico municipal.
No manejo de resíduos, o município avançou na coleta domiciliar, que passou de 57,9% (2010) para 68,0% (2022), mas esse índice permanece abaixo da mediana nacional (76,9%), embora superior à média estadual (65,5%). O destino inadequado de resíduos ainda atinge 30,8% dos domicílios, valor mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e próximo do patamar estadual, colocando Grajaú no percentil 75 nacional — ou seja, entre os municípios com pior desempenho. Essa deficiência ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que subiram 79,3% entre 2010 e 2024, atingindo 35.194 tCO₂e, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 90 do país.
Em emissões totais de GEE, o município registrou 6,17 milhões de tCO₂e em 2024, com leve recuo de 6,2% frente a 2023, mas ainda em patamar extremamente elevado — percentil 99 nacional —, refletindo provavelmente forte influência de uso da terra e agropecuária, típica da região. As emissões de energia também cresceram expressivamente (+86,6% desde 2010), chegando a 173.176 tCO₂e, acima da mediana nacional e no percentil 88 do país, indicando expansão do consumo energético sem contrapartida em eficiência.
Os registros hidrológicos de 2016 mostram ocorrência pontual de cheia (1 registro) e seca (2 registros), ambos com posicionamento acima da mediana nacional, embora bem abaixo dos totais estaduais, sugerindo exposição a eventos climáticos extremos que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento, dada a fragilidade já evidenciada na cobertura e perdas de água.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.3%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
43.5%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
6.172.167 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
35.194 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
173.176 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
