GranitoPE

7.206 habitantes · IBGE 2606309

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Resumo socioambiental

Granito/PE apresenta quadro crítico no saneamento básico, com deterioração acentuada nos últimos anos. A coleta de esgoto, que chegou a 100,0% em 2020, despencou para 10,6% em 2024 — queda de -88,8% — posicionando o município no percentil 9 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (59,9%) e da própria Pernambuco (37,6%). O colapso é ainda mais grave no tratamento de esgoto, que caiu de 100,0% (2014-2020) para apenas 0,6% em 2024, indicando que praticamente todo o esgoto coletado hoje não recebe tratamento adequado. A cobertura de água também recua, de um pico de 67,8% em 2022 para 55,0% em 2024, ficando no percentil 26 nacional, enquanto a perda de água (40,8%) supera tanto a mediana do país (29,1%) quanto a média estadual (39,3%), evidenciando ineficiência na distribuição associada à queda de investimentos ou manutenção da infraestrutura.

Do ponto de vista domiciliar, o Censo IBGE 2022 confirma o cenário preocupante: apenas 48,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (percentil 14) e 44,4% têm destino inadequado de dejetos, valor quase três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e no percentil 89 — ou seja, entre os piores do país. Essa combinação de baixa cobertura, colapso no tratamento e alto índice de destinação inadequada sugere risco sanitário elevado para a população e possível contaminação de corpos hídricos locais.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 110.817 tCO₂e em 2024, com alta de +25,2% em relação a 2010, embora abaixo do pico de 250.327 tCO₂e em 2022. As emissões de resíduos cresceram +59,6% no período, atingindo 4.399 tCO₂e — trajetória coerente com a piora simultânea do esgotamento sanitário, já que resíduos mal geridos tendem a ampliar a decomposição anaeróbica e a geração de metano. As emissões de energia dispararam +265,7%, chegando a 7.981 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Os registros hidrológicos de 2016 (única série disponível) mostram vulnerabilidade a eventos extremos: 2 registros de cheia (percentil 87) e 18 registros de seca (percentil 98), ambos muito acima da mediana nacional (0), reforçando a exposição do município a extremos climáticos que podem agravar ainda mais a fragilidade da infraestrutura de saneamento já identificada. O quadro geral aponta para a urgência de retomada de investimentos em coleta e tratamento de esgoto e em redução de perdas de água, dado o retrocesso acentuado frente aos patamares alcançados entre 2017 e 2021.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.0%

2024

26
15.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

10.6%

2024

9
88.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.6%

2024

25
99.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.8%

2024

27
23.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.7%

2022

14
2.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.4%

2022

11
10.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

110.817 tCO₂e

2024

56
25.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.399 tCO₂e

2024

62
59.6% no período

Emissões de energia

SEEG

7.981 tCO₂e

2024

69
265.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.