Grão-ParáSC

6.397 habitantes · IBGE 4206108

IA

Resumo socioambiental

Grão-Pará/SC apresenta em 2022 cobertura de água de 56,6%, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do patamar catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 26 — ou seja, pior que a maioria dos municípios do país nesse quesito. A série histórica mostra estagnação com oscilações: o índice partiu de 52,9% em 2008, chegou a recuar para 46,6% em 2015 e só recentemente retomou o patamar inicial, configurando uma evolução de +6,9% em 14 anos, praticamente inexpressiva. Já a perda de água, embora tenha se mantido historicamente baixa (entre 1,8% e 3,9% na maior parte da série), saltou para 12,0% em 2022, um salto de +20,7% frente ao ano anterior que merece atenção operacional, ainda que o percentil 10 indique desempenho relativamente melhor que a mediana nacional (29,9%) e estadual (34,6%).

No saneamento de esgoto e resíduos sólidos, o quadro é mais preocupante. A coleta de domicílios estagnou em 67,3% entre 2010 e 2022 (variação nula), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da UF (89,7%), no percentil 35. Mais crítico é o destino inadequado de resíduos, que atinge 29,7% dos domicílios em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do valor catarinense (3,2%), colocando o município no percentil 74 (pior que 74% dos municípios). Essa deficiência de destinação adequada ajuda a explicar o crescimento contínuo das emissões de resíduos, que passaram de 6.240 tCO₂e em 2010 para 11.398 tCO₂e em 2024 (+82,7%), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 71, evidenciando que a gestão de resíduos é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município.

As emissões totais de GEE somaram 144.681 tCO₂e em 2024, com queda de 9,6% frente a 2023, mas ainda próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51) e com trajetória bastante instável ao longo da série (picos em 2012 e 2022). As emissões de energia também cresceram fortemente (+64,5% desde 2010, atingindo 18.349 tCO₂e em 2024), embora ainda levemente abaixo da mediana nacional. Esses aumentos em energia e resíduos sugerem que o crescimento das emissões municipais está sendo puxado por esses dois setores, enquanto o setor florestal/agropecuário parece ter perdido peso relativo desde os picos de 2012.

Quanto a eventos hidrológicos, os únicos dados disponíveis (2016) registram 6 ocorrências de cheia e 1 de seca, ambos no percentil 99 e 59 respectivamente frente ao Brasil, indicando exposição a eventos extremos naquele ano, embora sem série mais recente para avaliar tendência. Por outro lado, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,000) supera a mediana nacional (4,000) e o valor de Santa Catarina (3,702), no percentil 100, sugerindo boas perspectivas estruturais de disponibilidade hídrica futura — um contraste que reforça

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.9%

2024

21
10.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

92.1%

2024

1
834.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.3%

2022

35
0.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.7%

2022

26
9.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

144.681 tCO₂e

2024

49
9.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.398 tCO₂e

2024

30
82.7% no período

Emissões de energia

SEEG

18.349 tCO₂e

2024

51
64.5% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.