GravatáPE
91.887 habitantes · IBGE 2606408
Resumo socioambiental
Gravatá apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento e emissões. A cobertura de água caiu para 88,7% em 2024, recuando de patamares de 100% mantidos entre 2010 e 2022, mas ainda assim o município supera a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (71,4%), posicionando-se no percentil 75. Já a coleta de esgoto, embora tenha saltado de níveis residuais (cerca de 2% até 2020) para 21,8% em 2024 — um salto histórico ligado à entrada em operação de estações de tratamento a partir de 2021 —, permanece bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da mediana de Pernambuco (37,6%), situando o município no percentil 16. O tratamento de esgoto segue trajetória semelhante, atingindo 13,7% em 2024, também aquém da mediana nacional (33,3%) e estadual (33,7%), evidenciando que a expansão da coleta ainda não se traduziu em tratamento proporcional, especialmente com apenas 1 ETE registrada no município (2020). A perda de água na distribuição, de 37,2%, é superior à mediana nacional (29,1%), embora ligeiramente melhor que a média estadual (39,3%), sinalizando ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos de cobertura.
No recorte domiciliar, o Censo de 2022 mostra que apenas 75,5% dos domicílios têm coleta de resíduos, próximo da mediana nacional (76,9%) e estadual (76,8%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 12,6% dos domicílios, indicador ligeiramente melhor que a mediana do país (14,9%) e do estado (14,8%). Essa combinação de baixa cobertura de esgotamento sanitário com deficiências residuais ajuda a explicar o crescimento expressivo das emissões de resíduos, que passaram de 32.178 para 55.702 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+73,1%), posicionando o município no percentil 94 nacional — um patamar muito acima da mediana do país (6.191 tCO₂e), sinalizando forte pressão do setor de resíduos sobre o perfil de emissões locais.
As emissões totais de GEE do município somaram 228.782 tCO₂e em 2024, crescimento de 40,1% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando Gravatá no percentil 64. As emissões de energia também cresceram fortemente (+60,7%, para 103.820 tCO₂e), no percentil 82 nacional, contrastando com a estagnação da capacidade renovável instalada: a potência eólica permanece em 15 MW desde 2010 (percentil 10) e a biomassa em 480 kW (percentil 13), ambas muito aquém das medianas nacionais (126 MW e 5 MW, respectivamente). Esse descompasso entre o crescimento das emissões energéticas e a ausência de expansão de fontes renováveis locais indica uma lacuna relevante na transição energética municipal.
Do ponto de vista hidrológico, os registros de 2016 mostram 2 ocorrências de cheia e 10 de seca observada, ambos no alto percentil nacional (87 e 86, respectivamente), sugerindo vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraest
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
88.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
21.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
13.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
37.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
15 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
15 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
228.782 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
55.702 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
103.820 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
