GrossosRN

10.251 habitantes · IBGE 2404408

IA

Resumo socioambiental

Grossos/RN apresenta em 2022 cobertura de água de 68,4%, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 40 do país. Mais preocupante é a trajetória: a cobertura caiu 6,3% desde 2008, quando atingia 73,0%, com pico de 79,2% em 2012, indicando deterioração progressiva do serviço. Essa queda é acompanhada por perda de água elevadíssima de 67,2% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da UF (46,1%), colocando o município no percentil 96 — entre os piores do Brasil. A alta perda hídrica ajuda a explicar a redução da cobertura efetiva: mesmo com infraestrutura instalada, grande parte da água tratada não chega ao consumidor, sinalizando urgência de investimentos em manutenção da rede de distribuição.

Em contrapartida, o saneamento de resíduos sólidos evoluiu de forma expressiva. A coleta de domicílios atingiu 97,1% em 2022, ante 86,9% em 2010, superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (86,4%), no percentil 97. O destino inadequado de resíduos caiu drasticamente, de 13,1% para 1,5% no mesmo período (queda de 88,2%), ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,3%), no percentil 9 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito. Essa melhoria na gestão de resíduos, no entanto, não se refletiu em redução das emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 16,9% desde 2010, alcançando 5.530 tCO₂e em 2024, próximo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o aumento da cobertura de coleta ampliou o volume tratado sem mitigação equivalente de gases de efeito estufa.

No balanço geral de emissões, o município mantém perfil de baixo impacto absoluto: as emissões totais de GEE somaram 25.456 tCO₂e em 2024, muito inferiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 10. As emissões de energia, de 11.610 tCO₂e, também ficam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), apesar de crescimento de 51,5% desde 2010. Quanto a eventos hidrológicos, o único ano com dados disponíveis (2016) registra 1 ocorrência de cheia e 9 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), o que, combinado com a alta perda de água na rede, reforça a vulnerabilidade hídrica do município e a necessidade de priorizar a modernização da infraestrutura de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.1%

2024

47
5.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

74.8%

2024

4
11.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.1%

2022

97
11.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.5%

2022

91
88.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

25.456 tCO₂e

2024

90
66.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.530 tCO₂e

2024

54
16.9% no período

Emissões de energia

SEEG

11.610 tCO₂e

2024

61
51.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.