GuabirubaSC
26.082 habitantes · IBGE 4206306
Resumo socioambiental
Guabiruba encerra 2022 com cobertura de água de 76,2%, avanço de 15,8% desde 2008 e praticamente equivalente à mediana nacional (76,5%), embora ainda distante do patamar catarinense (90,1%). O ponto crítico do saneamento é a perda de água na distribuição, que atingiu 38,2% em 2022 — mais que o dobro do registrado em 2008 (18,4%) — superando tanto a mediana do país (29,9%) quanto a média estadual (34,6%), posicionando o município no percentil 68 nacional, ou seja, entre os piores desempenhos relativos. Em contraste, a gestão de resíduos sólidos é um ponto forte: 94,0% dos domicílios têm coleta (acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 0,4% têm destino inadequado, um dos menores índices do Brasil (percentil 3), sinalizando estrutura consolidada de coleta apesar da leve queda frente aos 99,0% de 2010.
Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram para 44.431 tCO₂e em 2024, recuo expressivo de 31,9% em relação a 2023 e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Essa melhora recente contrasta, porém, com trajetórias setoriais preocupantes: as emissões de resíduos cresceram 78,6% desde 2010, chegando a 10.796 tCO₂e (acima da mediana nacional e no percentil 68), e as de energia subiram 65,8%, para 41.547 tCO₂e (percentil 66). Esse crescimento setorial é coerente com a alta perda de água, que exige mais energia de bombeamento e tratamento, e com o aumento da geração de resíduos associada à coleta quase universal — ou seja, o sucesso na cobertura de coleta tem custo em emissões que ainda não é compensado por eficiência energética ou de rede.
A geração solar distribuída é incipiente, com apenas 310 kW instalados em 2024, patamar bem abaixo da mediana nacional (908 kW) e no percentil 26, indicando baixo aproveitamento de fontes renováveis locais frente ao potencial de mitigação das emissões de energia. Do ponto de vista de riscos hídricos, o único dado disponível (2016) registrou 4 ocorrências de cheia, no percentil 96 nacional, sugerindo vulnerabilidade a eventos extremos que reforça a urgência de reduzir perdas na rede e investir em infraestrutura de drenagem e abastecimento. Em síntese, o município avança em cobertura de serviços básicos, mas precisa priorizar o combate às perdas de água e a diversificação energética para conter o crescimento das emissões setoriais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
27.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
310 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
310 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
310 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
44.431 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.796 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
41.547 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
