GuaçuíES

31.290 habitantes · IBGE 3202306

IA

Resumo socioambiental

Guaçuí apresenta um quadro de saneamento contraditório: a cobertura de água atinge 92,6% (2022), acima da mediana nacional (76,5%) e do Espírito Santo (83,5%, percentil 74), e a coleta de esgoto é universal, com 100,0% (2021), superando a mediana do país (87,8%) e a média estadual (69,8%). Contudo, essa rede coletora não se traduz em tratamento: o índice de tratamento de esgoto é 0,0% desde 2008, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,6% em 2022, o que indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento nos corpos hídricos. Some-se a isso uma perda de água elevada e crescente, de 58,1% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%), colocando o município no percentil 91 — entre os piores do país nesse indicador, o que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura formal.

Os dados de domicílios do Censo IBGE reforçam a fragilidade do saneamento: a proporção de domicílios com coleta de resíduos caiu drasticamente de 83,7% (2010) para 13,6% (2022), posicionando Guaçuí no percentil 1 nacional, extremamente abaixo da mediana (76,9%) e da UF (81,5%). Essa queda é preocupante e merece verificação metodológica ou investigação local, pois contrasta com a melhora no indicador de destino inadequado de resíduos, que caiu de 16,3% para 9,4% no mesmo período, ainda assim pior que a UF (6,9%), embora melhor que a mediana nacional (14,9%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 142.175 tCO₂e em 2024, com recuo de 21,2% frente a 2010, situando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 49,7% no período, atingindo 19.292 tCO₂e (percentil 82), tendência coerente com a deterioração do sistema de coleta domiciliar observada no Censo. As emissões de energia também subiram 17,4%, para 53.919 tCO₂e (percentil 71), enquanto a geração hidráulica permanece estável em 18 MW desde 2010, acima da mediana nacional (10 MW).

Em síntese, Guaçuí combina infraestrutura formal de água e coleta de esgoto satisfatória com lacunas estruturais graves — ausência total de tratamento de esgoto, perdas hídricas muito altas e queda acentuada na coleta domiciliar de resíduos —, fatores que pressionam as emissões de resíduos e exigem investimento prioritário em estações de tratamento e redução de perdas na rede, para consolidar os ganhos ambientais já obtidos na trajetória de emissões totais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.6%

2024

29
28.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

68.2%

2024

58
31.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

55.1%

2024

13
6.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

13.6%

2022

1
83.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.4%

2022

62
42.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

18 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

18 MW

2024

62
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

142.175 tCO₂e

2024

49
21.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

19.292 tCO₂e

2024

18
49.7% no período

Emissões de energia

SEEG

53.919 tCO₂e

2024

29
17.4% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.