GuapóGO
20.588 habitantes · IBGE 5209200
Resumo socioambiental
Guapó/GO apresenta em 2024 quadro de deterioração no saneamento básico, com cobertura de água de 57,6%, valor abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem inferior à média do estado de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 29 do país. A série histórica mostra queda acentuada desde 2021, quando a cobertura chegava a 83,2%, indicando retrocesso recente de -28,9% no período. A coleta de esgoto segue trajetória semelhante, caindo de 88,5% em 2021 para 50,6% em 2024 (variação de -23,2%), ficando abaixo da média estadual (76,3%), embora ainda supere a mediana nacional (59,9%).
Em contraste, o tratamento de esgoto apresenta recuperação, atingindo 64,5% em 2024 (+1,3% no período, mas com forte alta frente aos 46,5% de 2022), superando quase o dobro da mediana nacional (33,3%) e aproximando-se do valor de Goiás (66,6%), o que coloca o município no percentil 72. Essa melhora no tratamento, contudo, convive com apenas 1 ETE registrada (2020) e queda na cobertura de coleta, sugerindo que a rede de esgotamento está encolhendo, mas o que é coletado é tratado com mais eficiência. A perda de água, embora ainda alta em 23,2% (2024), representa melhora significativa frente ao pico de 37,8% em 2015, ficando hoje abaixo da mediana nacional (29,1%) e próxima da média estadual (25,3%).
No eixo de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: a coleta atende 89,3% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da média goiana (89,7%), enquanto o destino inadequado caiu de 15,8% para 4,7% entre 2010 e 2022 (-70,4%), ficando abaixo da mediana do Brasil (14,9%). Essa evolução, no entanto, não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 47,2% no período, atingindo 9.732 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional, sugerindo aumento no volume gerado mesmo com melhor destinação.
O ponto mais crítico do dossiê é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de 243.986 tCO₂e (2010) para 429.489 tCO₂e (2024), alta de 76%, posicionando o município no percentil 77 nacional. O principal motor dessa alta é o setor de energia, cujas emissões cresceram 252,8% no período, chegando a 193.864 tCO₂e (2024) — percentil 89, muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse cenário exige atenção prioritária dos gestores, já que o crescimento das emissões energéticas superou proporcionalmente os avanços observados no saneamento e na gestão de resíduos, indicando necessidade de políticas de eficiência energética e matriz mais limpa para reverter a tendência.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
64.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Clima
Emissões de GEE
SEEG
429.489 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.732 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
193.864 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
