GuaporéRS
26.138 habitantes · IBGE 4309407
Resumo socioambiental
Guaporé/RS apresenta saneamento básico consistentemente acima da média nacional, com cobertura de água em 91,5% (2024) e coleta de esgoto em 91,5% (2024), ambos superiores à mediana do país (73,2% e 59,9%, respectivamente) e aos patamares do Rio Grande do Sul, posicionando o município nos percentis 79 e 85. O dado mais crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, que caiu de 15,6% (2018) para 0,0% desde 2019, permanecendo nesse patamar até 2024 — uma reversão completa que contrasta com a boa cobertura de coleta e indica que o esgoto captado não recebe qualquer tratamento antes do descarte, abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%). Essa lacuna é preocupante porque converte um sistema de coleta eficiente em fonte potencial de poluição hídrica sem mitigação.
A perda de água na distribuição, em 42,9% (2024), segue bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), embora tenha recuado frente ao pico de 51,1% em 2018, sugerindo início de melhoria operacional que ainda não normalizou o indicador. Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o quadro é positivo: destino inadequado caiu de 6,5% (2010) para 1,6% (2022), e a coleta domiciliar atingiu 96,5% (2022), ambos entre os melhores desempenhos do país (percentis 9 e 95, favoráveis). Essa robustez na gestão de resíduos domiciliares, entretanto, não impede que as emissões de GEE do setor de resíduos venham crescendo +23,0% desde 2010, alcançando 12.345 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — o que sugere que o avanço na coleta não foi acompanhado de redução proporcional na geração ou tratamento adequado dos rejeitos.
No balanço de emissões totais, Guaporé registrou 261.498 tCO₂e em 2024, com alta de 0,4% em relação a 2010, mas com forte volatilidade intra-período (mínimo de 158.686 tCO₂e em 2022), ficando no percentil 67 nacional. As emissões de energia caíram 8,4% desde 2010, para 46.838 tCO₂e, uma tendência favorável parcialmente compensada pelo salto expressivo nas emissões de resíduos. O município concentra também uma unidade de destinação de resíduos (2023), abaixo da média da UF (63 unidades), o que limita a capacidade local de processamento e pode pressionar indicadores futuros caso a demanda populacional cresça. Os registros de cheia (2) e seca (3) em 2016, embora pontuais, reforçam a necessidade de monitorar riscos hidroclimáticos junto ao acompanhamento contínuo do saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
42.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
21 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
21 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
261.498 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.345 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
46.838 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
