GuarabiraPB
59.836 habitantes · IBGE 2506301
Resumo socioambiental
Guarabira apresenta um quadro de saneamento em deterioração recente, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu para 77,2% em 2024 — queda de 17,7% frente aos anos de universalização plena (100% entre 2018 e 2022) — embora ainda supere a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (59,5%), posicionando o município no percentil 56. Essa perda de qualidade se conecta diretamente ao índice de perda de água, que saltou para 49,1% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (41,7%), colocando o município no percentil 82 (pior) — sinal de ineficiência operacional na distribuição que pode estar pressionando a própria queda de cobertura.
No esgotamento sanitário, a coleta atingiu 55,6% em 2024, próxima à mediana nacional (59,9%) e à média da Paraíba (55,9%), mas ainda distante dos picos históricos de 2018-2019 (acima de 69%). O tratamento de esgoto, por sua vez, está em 57,4%, superando com folga a mediana nacional (33,3%) e a UF (47,7%), posicionando Guarabira no percentil 66 — um ponto positivo, ainda que a série mostre volatilidade acentuada, com picos de mais de 90% em 2011 e mínimas abaixo de 50% em anos recentes. O município opera com apenas 1 ETE, igual à mediana nacional, mas muito abaixo do padrão estadual (38 unidades), o que limita a margem de expansão do tratamento.
Na gestão de resíduos, os indicadores domiciliares são relativamente favoráveis: 91,7% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), com apenas 5,7% de destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%). Contudo, esse desempenho contrasta com a trajetória das emissões de resíduos, que subiram 46,3% desde 2010, chegando a 30.741 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 89 (entre os piores do país), sugerindo que a boa cobertura de coleta não impede uma pegada climática elevada da destinação final, possivelmente por lixão ou aterro sem controle de gases.
No balanço climático geral, as emissões totais de GEE recuaram 9,1% desde 2010, para 180.794 tCO₂e em 2024, impulsionadas pela queda nas emissões de energia (-25,5%, para 103.161 tCO₂e). Ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional em ambos os indicadores (percentis 58 e 82, respectivamente), reforçando que, apesar da melhora relativa, Guarabira mantém um perfil de emissões proporcionalmente alto frente a municípios de porte semelhante, com o setor de resíduos emergindo como frente crítica a ser enfrentada nos próximos ciclos de investimento em saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
55.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
57.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
49.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
180.794 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
30.741 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
103.161 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
