GuaraciabaMG

9.921 habitantes · IBGE 3128204

IA

Resumo socioambiental

Guaraciaba/MG apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 36,9% em 2024, bem inferior à mediana nacional de 73,2% e ao valor mineiro de 83,3%, posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A coleta de esgoto sofreu retrocesso abrupto: caiu de 94,1% em 2021 para 31,9% em 2024, uma queda de -59,9%, provavelmente refletindo mudança metodológica ou de operador, mas ainda assim colocando o município no percentil 24 nacional. Mais grave é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2010-2024), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira, 44,6%.

Essa ausência total de tratamento de esgoto tem relação direta com o salto extraordinário nas emissões de resíduos, que passaram de 11.305 tCO₂e em 2023 para 103.576 tCO₂e em 2024 — alta de +1524,4% em um único ano, colocando o município no percentil 97 nacional, entre os piores do país nesse indicador. Esse movimento também explica boa parte do aumento das emissões totais de GEE, que somaram 122.430 tCO₂e em 2024 (+1064,4% desde 2010), embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Do lado positivo, a perda de água no sistema de distribuição vem melhorando consistentemente, caindo de 41,3% (2010) para 24,9% (2024), ficando até abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), sinalizando algum investimento em eficiência operacional mesmo com baixa cobertura.

No recorte domiciliar do Censo, a destinação inadequada de resíduos atinge 35,1% dos domicílios (2022), muito acima da mediana nacional (14,9%) e do valor mineiro (7,4%), posicionando o município no percentil 80 — entre os piores do país. Houve melhora em relação a 2010 (59,8%), mas o ritmo é insuficiente frente aos desafios estruturais. A combinação de zero tratamento de esgoto, alta destinação inadequada de resíduos e disparo recente nas emissões de resíduos indica que a gestão de resíduos sólidos e efluentes deve ser prioridade imediata de investimento público, sob risco de comprometer tanto a saúde pública quanto as metas ambientais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.9%

2024

10
20.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.9%

2024

24
59.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

24.9%

2024

61
39.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.8%

2022

20
36.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.1%

2022

20
41.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

18 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

18 MW

2024

61
4.9% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

122.430 tCO₂e

2024

54
1064.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

103.576 tCO₂e

2024

3
1524.4% no período

Emissões de energia

SEEG

5.436 tCO₂e

2024

77
25.4% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.