GuaraíTO
25.681 habitantes · IBGE 1709302
Resumo socioambiental
Guaraí apresenta saneamento acima da média nacional em água, mas com fragilidades em esgoto e perdas físicas relevantes. A cobertura de água atingiu 91,7% em 2024, bem superior à mediana nacional (73,2%) e à média estadual (84,2%), posicionando o município no percentil 80. Já a perda de água, indicador em que menor é melhor, ficou em 38,1% (2024), acima da mediana do Brasil (29,1%) e do Tocantins (30,8%), sinalizando ineficiência operacional na distribuição que pode comprometer os ganhos de cobertura alcançados.
No esgotamento sanitário, a coleta chegou a 54,9% em 2024, próxima da média estadual (55,2%) mas abaixo da mediana nacional (59,9%), após forte avanço histórico desde 2009 (variação acumulada de +532,8%), embora com queda em relação ao pico de 72,1% em 2019. O tratamento de esgoto, em 52,5%, supera a mediana nacional (33,3%) e está no nível do estado, mas o município conta com apenas 1 ETE (2020), mesma quantidade da mediana nacional, revelando dependência de infraestrutura limitada frente ao porte populacional. Os dados de domicílios (Censo 2022) reforçam esse quadro: 90,6% com coleta e apenas 9,0% com destino inadequado, ambos melhores que as médias nacionais, indicando boa cobertura formal mesmo com desafios de tratamento efetivo.
Do ponto de vista de emissões, Guaraí figura entre os municípios de maior impacto relativo: as emissões totais de GEE somaram 1.186.228 tCO₂e em 2024, no percentil 91 nacional, com trajetória bastante volátil (pico de 2.336.053 tCO₂e em 2023). As emissões de resíduos, indicador que dialoga diretamente com a gestão de esgoto e destinação inadequada, cresceram 93,9% desde 2010, atingindo 14.932 tCO₂e (2024) — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, sugerindo que o avanço na coleta não foi acompanhado de redução proporcional das emissões associadas ao setor. As emissões de energia, embora em leve queda (-2,5%), permanecem elevadas (129.844 tCO₂e, percentil 85), enquanto a capacidade instalada de biomassa está estagnada em 400 kW desde 2013, muito aquém da mediana nacional (5 MW), evidenciando baixo investimento em fontes renováveis locais.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), mas a ausência de atualização desses indicadores limita a avaliação de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, Guaraí combina bons indicadores de acesso a água e coleta domiciliar com desafios estruturais em tratamento de esgoto, perdas na distribuição e um perfil de emissões desproporcionalmente alto para o porte populacional, o que recomenda priorização de investimentos em eficiência hídrica, ampliação de ETEs e diversificação energética.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
54.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
52.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
38.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2019
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
400 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.186.228 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.932 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
129.844 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
