GuaraítaGO
2.185 habitantes · IBGE 5209291
Resumo socioambiental
Guaraíta/GO apresenta indicadores de saneamento básico abaixo da média nacional e estadual, com sinais de estagnação ou retrocesso recente. A cobertura de água atingiu 61,3% em 2022, recuando 1,1% em relação ao ano anterior e situando o município no percentil 31 nacional — bem abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e distante do desempenho de Goiás (89,1%). Chama atenção a queda expressiva frente a 2021 (70,4%), revertendo uma trajetória de melhora observada entre 2018 e 2021. A perda de água, embora tenha caído levemente (-0,2%) para 26,3% em 2022, permanece em patamar elevado e com histórico de forte oscilação, indicando fragilidade na gestão operacional do sistema de abastecimento.
No esgotamento sanitário, o quadro é ambíguo: a coleta de domicílios avançou para 66,0% em 2022 (+10,1% desde 2010), mas o destino inadequado de dejetos ainda atinge 24,7% dos domicílios, valor bem superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima do de Goiás (5,5%), posicionando o município no percentil 67 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar o crescimento de 62,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que somaram 2.041 tCO₂e no último ano, ainda que este valor esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em emissões totais de GEE, Guaraíta registrou 81.775 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de 43,8% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 34. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram 283,6% no período, chegando a 1.913 tCO₂e em 2024 — crescimento expressivo, embora o valor absoluto permaneça baixo frente ao contexto nacional (percentil 6). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de séries mais recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais.
Em síntese, o município enfrenta desafios prioritários em saneamento — especialmente na destinação adequada de esgoto e na redução de perdas de água — que se refletem no aumento das emissões ligadas a resíduos. O investimento em infraestrutura de tratamento de esgoto e modernização da rede de abastecimento tende a gerar ganhos duplos: melhoria da cobertura sanitária e mitigação de emissões, revertendo a tendência recente de piora nos indicadores de água e saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
66.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
81.775 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.041 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.913 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
