GuaranésiaMG

19.611 habitantes · IBGE 3128303

IA

Resumo socioambiental

Guaranésia apresenta saneamento básico consolidado, mas com fragilidade importante no tratamento de esgoto. A coleta de esgoto atinge 99,9% (2021), bem acima da mediana nacional de 87,8% e do valor de Minas Gerais (85,0%), posicionando o município no percentil 74. Entretanto, apenas 14,2% do esgoto coletado é efetivamente tratado (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), percentil 37 — ou seja, o município coleta quase todo o esgoto, mas devolve a maior parte sem tratamento ao ambiente, um gargalo que merece prioridade de investimento.

No abastecimento de água, a cobertura é de 84,8% (2022), acima da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente acima da UF (84,3%), mas em trajetória de queda desde 2009, quando chegava a 98,1% — uma perda acumulada de -12,3% no período. As perdas de água no sistema também recuaram para 27,9% (2022), abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), porém com reversão da tendência de melhora observada entre 2017 e 2018 (mínimo de 22,3%), sinalizando possível deterioração recente da infraestrutura. Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é positivo: o destino inadequado de domicílios caiu para 1,8% (2022), ante 6,4% em 2010, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), com cobertura de coleta domiciliar de 92,7%, acima da mediana do país.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 82.148 tCO₂e em 2024, queda de -24,5% desde 2010, situando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 34. Contudo, essa melhora não é uniforme entre os setores: as emissões de energia subiram 19,6% no último ano, para 21.846 tCO₂e, acima da mediana nacional, enquanto as emissões de resíduos aumentaram 2,1%, para 10.465 tCO₂e, também acima da mediana do país (6.191 tCO₂e) — coerente com o baixo índice de tratamento de esgoto e reforçando a necessidade de ações conjuntas de saneamento e gestão de resíduos para conter emissões.

Em geração de energia renovável, o município mantém capacidade estável de biomassa (8 MW) desde 2010, acima da mediana nacional, e uma pequena central hidráulica de 440 kW, sem variação no período. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016. Em síntese, Guaranésia tem desempenho satisfatório em cobertura de água, esgoto e resíduos sólidos frente aos parâmetros nacionais, mas o baixo tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de energia e resíduos indicam onde a gestão pública deve concentrar esforços nos próximos ciclos de investimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.8%

2024

64
8.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.0%

2024

84
9.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

24.1%

2024

64
20.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.7%

2022

84
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.8%

2022

90
72.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

8 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

440 kW

2024

9
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

82.148 tCO₂e

2024

66
24.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.465 tCO₂e

2024

33
2.1% no período

Emissões de energia

SEEG

21.846 tCO₂e

2024

47
19.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.