GuarapuavaPR
188.710 habitantes · IBGE 4109401
Resumo socioambiental
Guarapuava apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (96,1%), posicionando o município no percentil 93. A coleta de esgoto também chegou a 100,0% em 2021, com evolução expressiva de +39,1% desde 2007, superando a mediana do Brasil (87,8%) e do Paraná (89,9%). O tratamento de esgoto, embora não universalizado, alcançou 84,4% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (37,7%) e acima da média estadual (78,7%) —, sustentado por 3 ETEs em operação, número acima da mediana nacional de 1 unidade. A perda de água, de 22,7% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do Paraná (29,6%), indicando gestão operacional relativamente eficiente, embora tenha crescido 6,7% na última década, sinalizando necessidade de atenção à manutenção da rede.
Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é misto. A coleta domiciliar atinge 90,8% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas em queda de 2,5% frente a 2010, o que merece monitoramento diante do crescimento populacional. O destino inadequado de resíduos caiu para 4,4% dos domicílios, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente superior à média estadual (5,6%). Chama atenção o descompasso entre a boa cobertura de coleta e o crescimento constante das emissões de resíduos, que somaram 80.825 tCO₂e em 2024, um aumento de 71,4% desde 2010 — piscina de significativas proporções considerando que a mediana nacional é de apenas 6.191 tCO₂e, colocando o município no percentil 96. Esse padrão sugere que o aumento no volume de resíduos gerados e destinados não tem sido acompanhado por avanços equivalentes em tratamento ou valorização energética do lixo.
No eixo climático-energético, as emissões totais de GEE somaram 1.176.634 tCO₂e em 2024, com queda de 23,9% frente ao pico da série, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 91. As emissões de energia, de 956.640 tCO₂e, cresceram 28,7% desde 2010 e representam a maior parcela do total, contrastando com o avanço da matriz renovável local: a potência hidráulica saltou de 2 MW (2010) para 37 MW (2024), alta de quase 20 vezes, e a potência de biomassa se mantém estável em 19 MW, ambas acima da mediana nacional. Essa expansão da geração renovável não impediu o crescimento das emissões energéticas, o que sugere que a matriz de consumo local (possivelmente ligada a uso de combustíveis fósseis em transporte ou indústria) ainda pesa mais que a oferta de energia limpa instalada no território.
Em síntese, Guarapuava se destaca positivamente em saneamento básico, com indicadores de água e esgoto muito acima da média brasileira, mas enfrenta desafios crescentes na gestão de resíduos e nas emissões associadas a energia e resíduos sólidos
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
93.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
85.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
56 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
37 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.176.634 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
80.825 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
956.640 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
