GuararáMG

3.132 habitantes · IBGE 3128501

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Resumo socioambiental

Guarará/MG apresenta cobertura de água de 91,8% em 2024, valor superior à mediana nacional (73,2%) e à média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 80 do país. A coleta de esgoto, embora em queda de -16,3% desde 2020 (quando alcançava 100%), ainda soma 83,7% em 2024, superando a mediana nacional (59,9%) e o patamar estadual (78,2%). Entretanto, o tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2020, contra mediana nacional de 33,3% e mineira de 44,6% — uma lacuna estrutural relevante: todo o esgoto coletado é descartado sem tratamento, o que compromete a qualidade dos corpos hídricos locais e contrasta com o relativo avanço na coleta.

O indicador mais crítico é a perda de água na distribuição, que saltou de 20,9% em 2023 para 63,0% em 2024, variação de +28,2 pontos percentuais e o pior resultado da série histórica desde 2010. Esse valor coloca o município no percentil 92 nacional (pior faixa), muito acima da mediana do país (29,1%) e do estado (35,8%), sinalizando possível falha operacional, vazamento na rede ou problema de medição que demanda investigação e investimento imediato em infraestrutura, sob pena de comprometer o ganho recente na cobertura de água.

No eixo de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: 92,3% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média mineira (86,1%), e o destino inadequado caiu para 6,6%, bem abaixo da mediana do país (14,9%) e próximo ao percentil 30. Essa gestão adequada de resíduos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos totalizam 2.224 tCO₂e em 2024, em queda de -4,1%, e as emissões totais de GEE do município (25.082 tCO₂e) permanecem no percentil 10 nacional, muito inferiores à mediana do país (138.513 tCO₂e), configurando um perfil de baixo impacto climático relativo.

As emissões de energia caíram -42,1% na década, embora tenham voltado a subir desde 2021 (de zero em 2020 para 4.416 tCO₂e em 2024), ainda assim abaixo da mediana nacional. Não há registros de seca em 2016, e apenas um registro de cheia no mesmo ano, sem série mais recente disponível. Em síntese, os desafios prioritários de Guarará são a ausência total de tratamento de esgoto e o expressivo aumento das perdas de água, dois problemas interligados por deficiências na infraestrutura de saneamento que merecem atenção urgente da gestão municipal, mesmo diante de indicadores relativamente positivos em resíduos sólidos e emissões de GEE.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.8%

2024

80
3.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

83.7%

2024

74
16.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

63.0%

2024

8
28.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.3%

2022

83
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.6%

2022

70
8.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

25.082 tCO₂e

2024

90
1.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.224 tCO₂e

2024

85
4.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.416 tCO₂e

2024

81
42.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.