GuaribasPI

4.350 habitantes · IBGE 2204550

IA

Resumo socioambiental

Guaribas/PI apresenta indicadores de saneamento básico substancialmente abaixo dos padrões nacionais, configurando um quadro de vulnerabilidade estrutural. A cobertura de água atingiu 38,1% em 2022, valor bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 10 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar do crescimento de +31,0% desde 2008. A situação é agravada pela perda de água de 48,0%, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e próxima ao patamar estadual (46,4%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa oferta hídrica à população.

O quadro de coleta e destinação de resíduos é ainda mais crítico. Apenas 29,8% dos domicílios contam com coleta de lixo (2022), fração muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (70,4%), colocando o município no percentil 3 nacional. Como consequência direta, 67,9% dos domicílios têm destinação inadequada de resíduos, taxa quatro vezes superior à mediana do país (14,9%) e que posiciona Guaribas no percentil 99 — entre os piores municípios do Brasil nesse indicador. Ainda assim, houve melhora de -8,3% na série histórica desde 2010, sugerindo avanços incrementais insuficientes para reverter o quadro estrutural.

Do ponto de vista climático, o município figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -113.276 tCO₂e em 2024 (percentil 2 nacional), refletindo o predomínio de uso do solo com sequestro de carbono superior às emissões antrópicas. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +36,1% desde 2010, atingindo 1.698 tCO₂e em 2024, tendência coerente com a precariedade da coleta e destinação de lixo já apontada. As emissões de energia dispararam +494,8% no período, alcançando 1.519 tCO₂e — ainda marginais em termos absolutos (percentil 4), mas indicando trajetória de crescimento a monitorar.

Em recursos hídricos, o município registrou 9 ocorrências de seca em 2016, acima da mediana nacional (zero), embora bem abaixo do total estadual (2.068 registros no Piauí). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), porém superior à média estadual (2,942), sugerindo que, apesar das fragilidades locais, o contexto climático piauiense é ainda mais adverso. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento, especialmente redução de perdas hídricas e ampliação da coleta de resíduos, como eixos prioritários para reduzir riscos sanitários e ambientais no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.8%

2023

27.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.9%

2023

5.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

29.8%

2022

3
14.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

67.9%

2022

1
8.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-113.276 tCO₂e

2024

98
41.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.698 tCO₂e

2024

92
36.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.519 tCO₂e

2024

96
494.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.