GuarinosGO
2.165 habitantes · IBGE 5209457
Resumo socioambiental
Guarinos/GO apresenta em 2024 cobertura de água de 55,4%, valor bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do estado de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 26 do país. A série histórica é marcada por forte instabilidade — chegando a 100% em 2019 e 2021, mas caindo a 0% em 2023 antes de recuperar-se parcialmente —, o que sugere problemas de continuidade na prestação do serviço ou na qualidade dos dados reportados ao SNIS/SINISA. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é de apenas 12,5% (2024), significativamente inferior à mediana nacional (29,1%) e à média goiana (25,3%), colocando o município entre os mais eficientes do país nesse quesito (percentil 9).
O saneamento básico, contudo, revela fragilidade estrutural: apenas 63,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da cobertura estadual (89,7%). Mais preocupante é o destino inadequado de dejetos, que atinge 33,5% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do percentual goiano (5,5%), situando Guarinos no percentil 79 (pior faixa) nesse indicador. Essa deficiência sanitária tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que somaram 1.664 tCO₂e em 2024, com crescimento de 50,8% desde 2010, embora o volume absoluto permaneça baixo frente ao cenário nacional (percentil 8, muito abaixo da mediana de 6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 216.164 tCO₂e em 2024, alta de 54,1% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando-se no percentil 62 — indicando emissões per capita elevadas para uma população de apenas ~2.165 habitantes, provavelmente associadas a uso da terra e agropecuária, dado que os setores de energia (1.960 tCO₂e) e resíduos têm participação marginal no total. Não há registros de eventos de cheia ou seca observados em 2016, mas a ausência de série mais recente limita a análise de risco hídrico atual.
Em síntese, Guarinos combina eficiência operacional na rede de água (baixas perdas) com déficits estruturais em esgotamento sanitário e instabilidade na cobertura de água, exigindo investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento para reduzir o destino inadequado de dejetos e conter o crescimento das emissões associadas, especialmente as de uso da terra, que dominam o perfil de emissões do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
12.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
216.164 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.664 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.960 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
