GuatambúSC
9.267 habitantes · IBGE 4206652
Resumo socioambiental
Guatambú apresenta um quadro de saneamento básico abaixo da média nacional e com sinais preocupantes de deterioração recente. A cobertura de água caiu para 54,1% em 2022, após atingir 94,0% em 2021 — uma queda abrupta que interrompe uma trajetória de expansão consistente desde 2008 (28,5%) e posiciona o município no percentil 24 nacional, distante da mediana brasileira (76,5%) e da média catarinense (90,1%). A perda de água na distribuição, de 27,8% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%), mas ainda representa desperdício relevante considerando a fragilidade recente da cobertura. Já a coleta domiciliar de resíduos atinge 63,2% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 55,5% (2010) para 25,9% (2022), ainda supera consideravelmente a mediana do país (14,9%) e principalmente Santa Catarina (3,2%), indicando déficit estrutural na gestão de resíduos sólidos.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município somaram 70.512 tCO₂e em 2024, com queda de 24,0% frente à série histórica, situando-se abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 30. As emissões de resíduos, de 4.453 tCO₂e (2024), também recuaram 13,4% em relação a 2010, refletindo possivelmente a menor cobertura de coleta formal — o que sugere que parte da redução aparente pode estar associada a subnotificação, e não necessariamente a ganhos de eficiência, dado o déficit already identificado na coleta domiciliar. As emissões de energia (5.328 tCO₂e) também estão bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Na matriz energética, o município mantém uma única unidade de destinação de resíduos (1 unidade, 2024), no limite da mediana nacional, mas distante da capacidade instalada estadual (58 unidades), sinalizando baixa diversificação logística para tratamento de resíduos. Em geração de energia, a potência solar estagnou em 1 MW desde 2021 (percentil 55), enquanto a potência hidráulica cresceu 288,8% desde 2010, chegando a 12 MW em 2024, acima da mediana nacional (10 MW), indicando maior dependência de fonte hídrica do que de diversificação renovável.
Por fim, os registros de eventos climáticos extremos merecem atenção: em 2016, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 6 de seca, valores muito acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), embora abaixo dos totais estaduais (1.062 cheias e 857 secas). Combinado à fragilidade recente da cobertura de água e ao déficit de coleta de resíduos, esse histórico de eventos extremos reforça a necessidade de investimentos prioritários em resiliência hídrica e ampliação da infraestrutura sanitária, especialmente para reverter o retrocesso abrupto observado no abastecimento de água entre 2021 e 2022.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
13 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
12 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
70.512 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.453 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.328 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
